Segunda-feira, Outubro 31, 2005
Cibernautas somos, em mudança psicológica
Criações de personagens sem sono
Com todo o tempo do mundo
Coleccionadores, viciados, de bookmarks
Compilando agregações generalistas e temáticas
Concentradas em portas bem ornamentadas
Conversas de treta e foruns de discussão
Carentes de cheiro, sabor e tacto
Como orientação transversal a todos eles estão seis «cês»
Contexto
Conteúdos
Comércio
Comunicações
Conectividade
Comunidades
Convergindo todos para o inevitável
Confluindo para a verdade crua
Companhia ?! Isolamento ?!
Posted by Dilbert | 
Domingo, Outubro 30, 2005
Há momentos em que esta noite aparece submersa num nevoeiro serrado e húmido. Esta densidade que custa a respirar, traz até mim um estranho perfume quase quente, quase doce. Este aroma das giestas e do mato, da resina e do feno, confunde-me... e por momentos, a memória traí-me.
Tudo isto induz-me num estranho conjunto de coincidências passadas. Tudo isto me leva, por entre sombras e sorrisos, à tua pele. Nada há de mais nobre do que pensar em ti... e na tua pele. Há um calor em ti que atrai. Há um ar quente na tua respiração que consome. Há um perfume na tua pele que entontece. Há em ti todo um mistério que se adensa a cada olhar, a cada palavra e até o teu sorriso solto e cigano o denuncia.
Encosto-me debaixo desta varanda e olho nesta contra luz da iluminação da rua as pingas que o beirado larga numa cadência muito própria. Espontaneamente há uma tentativa matemática de explicar esta mesma cadência. Tudo isto funcionou como factor surpresa e me distraiu, mas os passos que ouço ao longo da estrada fizeram-me regressar a ti. É engraçado como o facto de a noite não nos deixar ver quem vem lá nos leva a procurar mentalmente um cara logo que aos nossos sentidos chegam estes ecos. E eu, mesmo sabendo que este passos não eram teus, procurei-te. Procurei-te no teu jeito, na sombra desse teu corpo que é meu.
Aguardo que o vulto, que agora toma forma, passe por mim. Esta sombra de um corpo já pesado pela idade, segue sem que tenha reparado na minha presença e eu quase que nem reparei na minha ausência. A escuridão que nos cerca encarrega-se de a reduzir a um cadenciado eco.
Penso em seguir, até porque o desconforto desta fria parede de pedra me empurra para o caminho. Entro de novo na escuridão e de novo o teu sorriso me segue, persegue e me faz timidamente sorrir...
Posted by MasSter4 | 
Sexta-feira, Outubro 28, 2005
Beijei e não senti...
Barafustei e ninguém se incomodou
Baralhei sentimentos
Brinquei às palavras
Beijei e não senti!
Banqueteei-me de emoções mesmo assim
Banhei-me de ilusões
Balbuciei o que não senti
Bafejei carinho e
beberiquei amor como recompensa.
Blasfémia!
belisquei o coração
bocejou a alma...
bruxuleante... à espera de
brotar a paixão em mim.
Posted by IreneAngelAdlerDemon | 
Quarta-feira, Outubro 26, 2005
Amor parado
Acorrentado e detido
Amaldiçoado relógio
Atrasado na vida
Aspirei o teu perfume
Abracei o teu sabor
Acabei morto
Atravessei a carência
Aguentei a saudade
Ansiei os teus lábios
Amachucados nos meus
Adulterei a ausência
Apaguei o desejo
Andei pelo labirinto
Arrepiei o Inverno
Aceitei a sorte
Aceitei a privação
Aceitei ?!... não ?!...
Posted by Dilbert | 
Segunda-feira, Outubro 24, 2005
Às vezes temos dias que não programamos
hoje foi um deles
De um simples encontro
desenrolou-se uma série de acontecimentos
jorraram palavras... mas não em vão.
sentimentos sentidos... com efusão.
encontros marcados... e cumpridos.
gargalhadas... frescas e cristalinas.
Ah! Que saudades...
Que saudades de um bom bocado
de boa companhia.
Perfeitos os momentos
sublimes as pessoas.
Há tanto tempo que falo... e não digo nada
Que existo... sem existir
Que sinto... sem sentir
Há tanto tempo que falo... e ninguém me ouve
Hoje... hoje estive em boa companhia
falei e disse muito
existi... existindo
senti... sentindo
e a minha alma repousou
num sorriso aberto
pelas palavras doces de um amigo.
Hoje... ouvi e fui ouvida
senti e fui sentida.
Hoje... a sabedoria entrou no meu mundo
sem pedir por favor.
Esgueirou-se
invadindo suavemente o meu espaço.
Hoje... alguém me ouviu.
Posted by IreneAngelAdlerDemon | 
Quarta-feira, Outubro 19, 2005
Continuando na onda de um olhar
deixo aqui um escrito que tem mais de um ano de existência...
O poder dos teus olhos!Mergulho desamparada
No abismo do teu olhar
Longo e ardente!
Vou descendo
Sem corda para me agarrar
Sinto-me perdida
E não consigo parar.
Eles não sabem mentir
Será que vou aguentar
As surpresas
Sem me desintegrar?
Pois nunca sei
O que poderei encontrar.
São dois cristais
Por mim a trespassar
Dominadores
Cheios de carinho
Que acalmam os meus medos.
Quando esses olhos me afagam
E o teu corpo me chama
Entro no labirinto
Das tuas vontades
Para sentir o teu coração.
Fecho os olhos.
E vejo além do pensamento
Permito que as emoções fluam
Pelo meu corpo embriagado
Despido de mim
E espelhado em ti
Em espasmos de prazer e alegria.
Filo
Posted by Filomena | 
Domingo, Outubro 16, 2005
O mistério paira no ar...
emana do teu ser complexo
como um perfume que não consegues definir
mas que te leva para destinos incertos
até onde o teu sentido conseguir alcançar
O teu andar calmo
A tua timidez desconcertante
O teu olhar...
o teu olhar misterioso
E a tua voz ...
da tua voz brotam certezas coerentes
entrecortada
Os meus lábios sorriem
exalando uma ternura sentida...
Quem és tu?
Posted by IreneAngelAdlerDemon | 
Quarta-feira, Outubro 12, 2005
Tantos momentos partilhados
e quantos já perdidos.
Tantos encontros marcados
e quantas ausências sentidas.
Sempre tão perto
e agora tão longe.
Tempos incertos
Tentativas frustadas
Esforços perdidos
Hoje os nossos caminhos cruzaram-se
e o teu olhar...
... disse-me tudo!
Posted by IreneAngelAdlerDemon | 
Sexta-feira, Outubro 07, 2005
Hoje acordei meio estremunhada
sem saber onde me encontrava.
As sensações que me inundam
são mais que muitas.
Tão boas
Tão más
Tão contraditórias
A racionalidade preguiça como o meu corpo
abandonado na cama.
Não consigo pensar
Não consigo discernir
Não consigo sentir
Parece que tudo o que faz parte de mim
me abandonou, se esvaiu pelas pontas dos meus dedos,
qual carreiro de formigas em demanda de algo mais doce.
A amargura inunda-me,
mas a doçura teima em estar presente.
A frieza apodera-se de mim,
mas a fogosidade violenta-me
qual fogo impetuoso que queima para se alimentar.
Quero a paz que não tenho
e quero alcançar.
Quero o equilíbrio que não tenho
e que tão tenuamente se está a insinuar.
Quero o amor que não tenho
e estou tão cansada de procurar...
Tudo em mim transborda de vida
quando a morte teima em me alcançar...
E um dia...
Um dia quem sabe...
serei um ser completo!
Posted by IreneAngelAdlerDemon | 
Terça-feira, Outubro 04, 2005
Ontem, o Sol veio beijar a Lua recordando que há algum tempo atrás nasceu uma estrela.
Ontem, a Lua beijou o Sol agradecendo por ao fim de algum tempo a estrela continuar a brilhar.
Ontem, a Terra completou mais uma volta em redor do Sol...
E o Sol momentaneamente escondeu e voltou a iluminar a estrela, como um prenúncio...
E a estrela brilhou... brilhou ainda com mais intensidade que outrora.
E essa intensidade transbordou para além do infinito...
A força tornou-se mais forte
A alegria mais alegre
A felicidade mais feliz
A dignidade mais digna
A lealdade mais leal
A personalidade mais pessoal
e as marcas no caminho.....
as marcas que deixa pelo caminho mais marcantes
e as cicatrizes mais marcadas.
Ontem...
Ontem, o Sol beijou a Lua
e a Lua beijou o Sol
numa cumplicidade fatal...
... e o meu fado a seu tempo será revelado.
Posted by IreneAngelAdlerDemon | 

Amizades ao Vento!
Tem pessoas que chegam à nossa vida
E crescem dentro de nós
Tem outras que saem sem deixar “marca”.
Somos “bichinhos da sociedade
E faz-se realização em nós
Quando a amizade chega de mansinho
E vem para ficar
Quando alguém nos procura
e com carinho passa a ser um aliado
para os bons e maus momentos
mesmo que vá embora
fica para sempre num cantinho especial
protegido no nosso coração.
Mas também os há que “prometem muito”
Mas o tempo prova que não há química comum.
Uma amizade verdadeira não usa cosméticos
A autenticidade tem que existir
A verdade tem ser o lema
O pensamento tem que sentir à distância
As agruras da vida tem que ser partilhadas.
E quando este quadro deixa de ter sentido
Dá-lhe o vento
Levanta asas e voa para lugar incerto.
Filo 2005
Posted by Filomena | 
Sábado, Outubro 01, 2005
I see love, I can see passion
I feel danger, I feel obsession
Don't play games with the ones who love you
Cause I hear a voice who says:
I love you... I'll kill you...
Loneliness, I feel loneliness in my room...
Look into the mirror of your soul
Love and hate are one in all
Sacrifice turns to revenge and believe me
You'll see the face who'll say:
I love you... I'll kill you...
But I'll love you forever
Loneliness, I feel loneliness in my room...
Please, pay attention
you can loose your soul
Posted by IreneAngelAdlerDemon | 
That's not the beginning of the end
That's the return to yourself
The return to innocence
Love - Devotion
Feeling - Emotion
Love - Devotion
Feeling - Emotion
Don't be afraid to be weak
Don't be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence
If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don't hide
Just believe in destiny
Don't care what people say
Just follow your own way
Don't give up and use the chance
To return to innocence
That's not the beginning of the end
That's the return to yourself
The return to innocence
Don't care what people say
Follow just your own way, Follow just your own way
Don't give up, don't give up
To return, to return to innocence.
If you want then laugh
If you must then cry
Be yourself don't hide
Just believe in destiny
THAT'S MY MOTTO
MAKE IT YOURS
Posted by IreneAngelAdlerDemon | 
Até onde vamos? Lentamente passo a passo vamos seguindo a nossa viagem sujeitos a toda a espécie de intempéries que nos fazem atrasar e virar de direcção. Nunca podemos pensar que temos o domínio total, pois quando menos se espera ficamos sem saber quem somos! Tentei neste momento de reflexão apurar muito bem o que seria viver a vida apenas com um conjunto de utopias que nos elevam ás alturas e nos fazem atingir o clímax do prazer… sim porque cada um de nós procura quimeras de algodão onde podemos encostar a cabeça e sonhar… cada um de nós cria um mundo interior muito seu. Projectamos nos outros aquilo que desejamos, fantasiamos as suas qualidade, divagamos nos seus sentimentos. E depois? É na profundidade da nossa existência que está um ser indefeso e que não sabe lidar com o monstro sentimental que se lhe depara. Quanto mais sensível mais vai sofrer com os desencantos da vida. Quando tudo parece sonho vem a vontade louca de o tornar real, e para isso remamos contra a maré em fúria, gritamos aos sete ventos e fazemos o eco da nossa alma em torno de uma emoção que nos consome por completo. Como controlar tal situação, como deixar de ser irracional? È muito difícil… para não dizer impossível… Resta esperar que o efeito seja efémero e a cabeça consiga um equilíbrio salutar, e quando tiver de olhar para trás, veja através da devastidão, que ainda sobram algumas colunas ao alto a partir das quais se vai reerguer. Com a esperança de ver as cicatrizes ficarem cada vez mais ténues, e de poder olhar nos outros olhos com toda a responsabilidade que isso implica e não os desviar um milímetro que seja. Filo Setembro 2005
Posted by Filomena | 
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