Abrir links
Sem desconto
 

Domingo, Dezembro 09, 2007

Festas Felizes

HELLO

anda por aqui alguem???

deixei o ultimo post de Feliz Natal

Regresso para DESEJAR O MESMO


Festas Felizes
a quem passar por aqui :)

(Master acorda, dá vida ao blog grrrrrrrrrr zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz)


Posted by Filomena |




Sábado, Dezembro 16, 2006

Festas Felizes

Mais um Natal nas nossas vidas...
Mais um ano que se vai despedir de nós...
O tempo galga montanhas
no dorso da saudade
e ficam lembranças
cravadas como punhais
na duvida existencial...
Votos de um Feliz Natal



Posted by Filomena |




Sábado, Setembro 30, 2006

Ululante Lua minha (os us... Dilbert)

Ululante Lua, escuta-me
Ultrajante vida esta
unida com laços mesquinhos
ultimando prazos indignos
urdidos com primazia.

Ululante Lua, ouve o meu lamento
uivo desesperante de dor.
Ululante Lua, escuta-me
ungido foi o meu destino
ultrapassando as forças universais.

Uterina Lua minha
usurpada és pelo Sol
usa o teu esplendor
ultrapassa as tuas forças
utiliza o teu luar
unificando este mar de perdidos.

Ululante Lua, escuta-me
ungido foi o meu destino
ultimado ele está
urde um intrincado caminho
urgindo eu no seu desbravamento.

Ululante Lua minha, protege-me... sempre!


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Segunda-feira, Junho 19, 2006

Tingida de noite... (finalmente os Tês Irene)

Tingida de noite tropeçaste em mim,
triturada pela desilusão de uma dança.
Tango Argentino decorei nas tuas ancas e seios,
tatuado de tempo e vontade indiferente.

Tua voz silenciosa envolveu-me sem avisar,
telepática e inigualável, oscilou o meu mundo.
Temperaturas mortas te gelavam as mãos,
tocaste-me com o suspiro de vida que escondias.

Toxinas conquistadoras te colonizavam,
tumores possessivos de momentos vividos.
Tela alheia de fantasias cúmplices,
textura ardente em sopro oscilante.

Trovoadas pincelámos em ecos pintados,
tormentas apaziguamos e enchemos de nada.
Torneios de vendavais e calmarias nos embriagam,
tentações da vida, essa ilusionista infinita e perfeita.

Traí o rótulo do amor que se deseja cego,
testemunha fui de que te amei com um olhar.


Posted by Dilbert |




Quinta-feira, Março 09, 2006

Senhora sou e irei morrer! (finalmente os ésses dilbert)

Se eu decidir pôr tudo a nu,
se achar que vale a pena,
sabendo ainda assim que posso perder,
sem perder a identidade?

Saberei eu fazê-lo?
Saberei esperar pelo momento certo? ou
satisfarei a impaciência comum na mulher,
sabendo ainda assim que posso perder?

Sabor incerto de certezas
sabedoria castrada pela sombra
sinistra da mentira.
Saberei eu fazê-lo?

Saberei eu tragar insultos
sinuosos como vermes?
Sanguessugas nojentas que
sugam a minha dignidade
sem que eu impeça?

Saberei sim fazê-lo!
Seguindo em linha recta ou
sinuosa
Saberei sim fazê-lo!
Serei serva submissa e manipuladora.

Sentida a dor...
Sugada a vida...
Sentença do meu destino,
sequioso de saber
ser serva ou senhora?

Sinfonia contraditória.
Singela ave livre
Senhora sou e irei morrer!
Sim!
Sempre!


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Domingo, Fevereiro 12, 2006

Vais por aí?

Nesta viela vejo-te caminhar... só, e...
Não...
Não é por aí que vais!
Nem a viela é tua,
Nem a solidão o teu sorriso.
Nesse teu olhar, sereno.
Na tua voz calma e espontânea
Nasce um valor imperdível
Nela, a tua transparente forma de ser repete-se ... a cada palavra.
Nela existem valores e princípios inabaláveis
Naturalmente, as barreiras desvanecem e...
Nunca, ninguém poderá dizer que não és tu...

Olho, mas a surpresa vai-me traindo a cada passo.
Obscurece em mim a certeza do tempo onde a cada passado me confundi.


Posted by MasSter4 |




Quarta-feira, Janeiro 25, 2006

A vida aos erres, frases em tempos diferentes (os Rês... Irene)

Realmente é sina minha...
Recrutado sou por causas vazias...
Resultados errados de equações impossíveis...
Rápidamente me seduzem, me rendo e entrego...
Retomo a minha urgência de dar sem limites...
Raramente me escolhem para pertencer...
Renegam-me sempre num amanhã que chega, imparcial...
Renuncio constantemente sem lutar...
Reconheço tarde o 'Não posso dar mais que isto... fui'...
Reviver passados e abdicar do presente... voltei...
Residência vou ter aqui por uns tempos...
Repenso, tento perceber onde errei...
Recolar os pedaços, preciso de tempo...
Rir já me é difícil... cada vez mais difícil acreditar...
Recomposto um dia... talvez volte a partir...


Posted by Dilbert |




Terça-feira, Janeiro 17, 2006

A ternura dos quarenta (os quês... Dilbert)

Quarenta
que número simpático,
quem diria.
Quatro-olhos observadores,
quinhão de ternura,
quiçá de sabedoria,
quota-parte de loucura.
Queixume prazenteiro,
qualitativo sabor,
queimadura doce de
questionar o outrora inquestionável.
Que belo prazer,
querer e poder ter
quem a nosso bel-prazer
feliz nos faz ser.


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Segunda-feira, Janeiro 09, 2006

Pintaste-me de luz e vida... (os Pês ... Irene)

Perdido me achaste...
Passos trocados me reparaste...
Partido me colaste...

Perfeito foi o momento...
Perpétua a magia...
Preenchido o encantamento...

Perdoaste-me as cinzas inanimadas...
Partilhámos segredos confusos...
Pintaste-me de luz e vida... e senti-me (re)nascer.


Posted by Dilbert |




Sábado, Janeiro 07, 2006

Ontem, deixei-me ir... (os Ós ... Dilbert)

Ontem, deixei-me ir...
ondulando nas tuas carícias
ofuscada pela tua beleza interior.
Ontem, deixei-me ir...
ondas de loucura envolveram-me
obrigando-me docemente a sentir.
Ontem, deixei-me ir...
obra-prima do amor
obedeci sem temor.
Ontem, deixei-me ir...
olímpica noite de ilusões
orgasmo louco de emoções
Ontem...
Ontem, deixei-me ir... e não me arrependi!


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

As minhas "..."

A tua SMS olhava para mim indiferente...
Testemunha terminal do sonho que julguei imortal...
Seca, impessoal, feita para envio em massa...
Qual vassoura que me varre do teu pensamento...
Não me adianta (re)inventar a porta entreaberta...
Doeu-me mas decifrei que não mais vais voltar...
Olhei a desculpa vencida da tua almofada vazia...
Apercebi-me que os nossos segredos já te eram martírios...
O espumante confundia-me a ausência e as defesas...
Quando desfaleci, já o sol levantava o novo ano...
Ergui-me sem acordar, movido por automatismos...
Lavei as feridas, camuflei-me de hipocrisia...
Não cheguei a sentir a primeira manhã do ano...
Mas ansiava por possuir a tarde que espreitava...

A tua SMS nunca teve resposta minha...
Não esqueci...
Tive tempo, sim...
Mas apaguei...

Não, foi intencional mesmo !
Precisei de apagar as minhas "..." !


Posted by Dilbert |




Segunda-feira, Janeiro 02, 2006

Never ending story

Sinto sempre alguma dose de nostalgia numa passagem de ano...
Recordo as resistências e sensação de perda que senti em assumir caminhos como sendo becos sem saída e sem futuro...
O que não me faltam são livros que se esgotam após lidas as últimas páginas...
Nunca encontrei a minha história sem fim, talvez por a procurar mais do que devia...
Mas tenho encontrado sempre um mundo novo que me surpeende quando o antigo se abate...
Tudo quanto conheço são meras sucessões de momentos efémeros mas únicos, inigualáveis e inesquecíveis...
É provável que tudo quanto ainda venha a conhecer se resuma apenas a isto...
Sendo assim... "Carpe Diem"...


Posted by Dilbert |




Sexta-feira, Dezembro 30, 2005

Um velho ano
atinge o limite
e um novo
se aproxima.
Chega o momento
de olhar para trás
e acarinhar
tudo o que de bom
nos aconteceu
e arrumar
na prateira do fundo
o que não nos faz falta...

"Carpe Diem"
(expressão latina: aproveita o dia presente; a vida é curta)

VOTOS de um FELIZ ANO NOVO
Filomena


Posted by Filomena |




Segunda-feira, Dezembro 26, 2005

No eterno somatório de efémeros (os énes... Irene)

Noutras eras me cativaste,
negando-me a chama apagada.
Num conto sonhado me reacendias,
não mais fui dono de mim.
Névoas e traições antigas,
no teu virtuosismo se renderam.
Nenhuma outra foi imortal,
neste encantamento divino.
Noites foram mil e uma, efémeras,
nos meus sonhos moras, eterna Xerazade...


Posted by Dilbert |




Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

Morada eterna de emoções (os émes... Dilbert)

Mar...
Majestoso...
Maravilha da natureza,
mareando revolto pela terra adentro,
movido por forças terríficas,
maravilhando os temerosos,
matando os grandiosos!
Mistura de doçura e ferocidade
Melodrama da humanidade,
equilíbrio do mundo.
Mata-fome matinal
Mecenas grandioso
Matreiro... místico...
Merecedor de respeito
Miragem sofrida dos amantes
morada eterna de emoções


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

Letrocas

Letras
Trocas
Letrocas

sirvam-se eu achei piada, serve para entreter um pouco ;)

http://www.fulano.com.br/Scripts/JogosOnline/Letroca/LeTrocaAbertura.asp

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO
Filomena


Posted by Filomena |




Domingo, Dezembro 11, 2005

Levantei-me do jazigo de um sonho mítico... (os éles Irene)

Lua encoberta destapa sonhos
Libertando mitos e confundindo realidades
Lendas antigas que anseiam (re)viver
Labirintos de Minos abrigos de Minotauros
Laverna abre caminho para mundo inferior
Lotan renasce serpenteando receios
Lémures cobram apaziguamento com sacrificio
Lestrigões deambulam sem Ulisses
Lilit rapta a juventude no seu voo
Lamia vingativa exterminava as sobras
Libitina esgota a sua missão
Lodur e Odin sem criação se viram
Loki procria seres maléficos
Lete ajuda no esquecimento da vida
Lif e Liftrasir sobrevivem ao ragnarok
Laertes resistiu ao regresso esperado
Lug nasce sem sombras maléficas
Levantei-me num salto confuso... acordei (?)


Posted by Dilbert |




Quinta-feira, Dezembro 08, 2005

MAY IT BE a good blog ;)

MasSter 4 ,
Por me teres convidado a participar no teu blog
e trocarmos gargalhadas nalgumas noites de insónia

Dilbert,
Por me teres dedicado o tema da Enya no teu blog «Confessionário do Dilbert»

Utopia ,
Por seres uma óptima colega e amiga

ajudem-me a construir o meu modesto blog fairyfolk.blogspot.com

and

MAY IT BE ... a good blog

Eu vos agradeço


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Onde estás tu?

Hoje fiquei em casa
não coloquei o nariz de fora.
E o dia passou sem nada de novo.
Preguicei,
organizei papéis,
dormitei
trabalhei... um pouco.
Lutei ferozmente para comprar bilhetes para o cinema e não consegui. O sistema estava em baixo. Gostava de ter visto as «Crónicas de Nárnia». Já li o livro há tanto tempo...
Fecho os olhos e consigo imaginar a magia esplendorosa das cores da natureza. A força indomável traduzivel no animal selvagem. A destreza do herói. A eloquência e sabedoria da feiticeira.
Abro os olhos e o cenário é o mesmo - o ecrã do computador.
Dou um profundo suspiro...
Sinto-me tão cansada...
Como se mil liliputianos me puxassem para baixo... para as profundezas da Terra, e uma vontade, ainda que ténue, me fizesse emergir dos limites da loucura... desespero... tristeza, e me mantivesse à tona.
Onde estás tu?
Onde estás tu?
Deixaste-me só!
Onde está a força que sempre me fez avançar?
Onde está a alegria que sempre me fez rir?
Onde está a garra com que sempre lutei?
Onde está a incontrolável personalidade que faz de mim quem sou?
Onde estás tu?
Eu?
Estou aqui...
... simplesmente adormecida nas teias entrincadas da desolação.
Onde estás tu?, pois não te vejo!
Eu?
Não me vês? Então, sente-me!
Pois eu sou tu!


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Jazigo do meu ser... (os jotas Dilbert)

Jurei não dizer nada,
jantei amarguras salgadas e sofri.
Jamais conseguirei
jejuar palavras
Jurei e não consegui.
Justapor é o meu lema,
justiça a minha força.
Jurei não dizer nada e não consegui.
Justificar para quê?
Jamais a minha alma se calará,
jornada acesa contra a felicidade,
jogo esse de partilhas
já consistentes mentiras.
Jamais quero isso para mim.
Jurei e...
jamais o farei!
Jorrarão sempre emoções de mim
Jaula aberta eu sou
jazigo do meu ser... único.


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

Festas Felizes



Posted by Filomena |




Quinta-feira, Novembro 24, 2005

Combatam o vosso stress ehehhe

Para quem precisa de derrubar esse gigante
denominado de stress do dia a dia

tiro nel ehehhe
http://bluestrattos.planetaclix.pt/bubblewrap.swf

Jitos


Posted by Filomena |




Quarta-feira, Novembro 23, 2005

...dizendo sem saber dizer (os iii's... Irene ;))

Idílico anseio me contaminou,
incinerando defesas e razão.
Inoculei-me de êxtase e entrega,
insuflando risos e energia.
Iludi-me num sonho sem nuvens,
inebriado por uma mentira.
Infinitos segundos devorei,
incubando horas indigestas.
Inquieto fiquei quando despertei,
impregnado de ti me encontrava.
Imolado pelo medo fui encurralado,
infectado de decepção em ferida aberta.
Insípido me tornei mas cicatrizado,
icei-me, tive alta, sigo em frente.


Posted by Dilbert |




Domingo, Novembro 20, 2005

... não saber escrever (os agás... Dilbert ;))

Harmonia na escrita
habilidade na escolha das palavras.
Humanizamos os conceitos,
hasteamos a bandeira da sabedoria
hesitando nas emoções transmitidas.
Humilde intenção a minha
hábil de fazer
heróica parecer!
Hilaridade de enigmas
honra sorrisos de quem lê,
hipnotizando a modéstia
honesta de não saber escrever...


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Quinta-feira, Novembro 10, 2005

... sem encontrar! (os Guês... Irene !)

Guardando ilusões eternas,
Ganhando realidades efémeras,
Gastando calos enrrugados...

Gavetas tem, de passado cheias,
Grinaldas viu, de futuro murchas,
Gritando sempre por saudades incontidas...

Guitarra é, e no fado se agiganta...


Posted by Dilbert |




Terça-feira, Novembro 08, 2005

Musicalmente e sem desconto!

Pois é vamos dar musica
aqui neste recanto sossegado...
karaoke, a dois tempos

A primeira revela uma paixão e graciosidade permanente
Vamos cantando com ANSELMO em: http://www.ccb.ufsc.br/~anselmo/12062003/

Mudando de disco:
A segunda é para animar...
com um volare
que quanto mais canta menos eu entendo ehehhehe em: http://unix.rulez.org/~calver/funny/swf/volare-karaoke.swf

Jitos

Espero que dê para treinar a voz...
quem sabe não surge aqui alguém para ir à eurovisão eheeh


Posted by Filomena |




Segunda-feira, Novembro 07, 2005

... agora perdida! (os éfes... dilbert!)

Fogosa preguiça.
Futilidade indomável,
Fétido odor da ignorância…
Febris conhecimentos necessários,
Fragmentos belos de sabedoria.
Furor desmedido!
Frenesim absoluto!
Fulminar da paixão… Ah!
Fragância abençoada,
Forjada no eu mais profundo.
Fervor…
Ferramenta necessária
Festim de emoções
Faz-nos bem à alma
Fingir alegria que…
fervendo em gargalhadas,
faísca a nossa monotonia.
Fascínio da ilusão… agora perdida!


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Quinta-feira, Novembro 03, 2005

O que encontrei nestas linhas virtuais, desconheço o autor

Do que de belo se encontra na internet
Lindissimo filme vale a pena fazer o download (demora a carregar mas vale a pena)

Clicar no seguinte endereço...

http://www.thewarpzone.net/kiss_woman.asf

Excelente musica
protagonistas fabulosos
história emocionante
digam se concordam ou não...

Filomena


Posted by Filomena |




Os És... Irene ;)

Não resisti à tentação de colocar aqui um soneto de uma das minhas maiores paixões.
Nada como a intensidade de Florbela Espanca para sentir que estamos vivos.

Perdidamente

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Posted by Dilbert |




Quarta-feira, Novembro 02, 2005

Quero..


Quero gritar neste vale... quero que se ouça para lá de mim.
Quero que o eco que povoa a minha mente se solte como uma besta selvagem nessas estevas.
Quero soar como uma trovão forte que faz estremecer o meu ser.
Quero chegar sem ser esperado e sentido sem ser temido.
Quero ver os pássaros voarem para lá do horizonte.

Quero! Ah se quero... essa animalesca e feroz vontade..
Essa voz errante de um pecado fugido.

Quero as sombras de mim... e as que de mim fogem com olhos de medo.
Quero ver a raiva espelhar nos lagos e os desejos insanos espalhados por aí..
Quero rir com gargalhadas de um pudor louco.
Quero o suor e a raiva num só pasto.
Quero! Porque me apetece querer!


Posted by MasSter4 |




Terça-feira, Novembro 01, 2005

Na Nostalgia desta época!


Na Nostalgia desta época!

Quando o dia desperta
já farto do descanso nocturno
e ergue a sua imponente actividade
para se poder notar em cada rosto a nostalgia.
Gestos difusos e desconcertantes
povoam os becos escuros por onde andam.
Nalguns mais indiferentes
raia no olhar a felicidade
de nunca ter tido dias negros
capazes de tornar a sua vida um luto.
Em homenagem
aqueles que sofrem todos os dias
e hoje são obrigados a viver de novo
o que os distingue dos demais...

Jokas
Filomena


Posted by Filomena |




Os Dês... Dildert ;)

Devaneio na net sem rumo,
descobrindo novos mundos,
desenrolando novelos de vida,
deslindando entrincados enigmas .
Devo continuar?
Devo parar?
De onde vem esta vontade de escrever?
Descrevendo sentimentos,
desfraldando angústias,
demovendo intensões,
desbravando terreno alheio,
dentro dos nossos próprios corações.
Douramos a vida,
dolorosamente.
Docilizamos pessoas,
duramente.
Dissolvemos mágoas,
dilaceradamente
Donzela, onde vais tu?
Diviniza a divindade
deixar aproximarem-se os És...


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Segunda-feira, Outubro 31, 2005

Os Cês... Irene ;)

Cibernautas somos, em mudança psicológica
Criações de personagens sem sono
Com todo o tempo do mundo
Coleccionadores, viciados, de bookmarks
Compilando agregações generalistas e temáticas
Concentradas em portas bem ornamentadas
Conversas de treta e foruns de discussão
Carentes de cheiro, sabor e tacto
Como orientação transversal a todos eles estão seis «cês»
Contexto
Conteúdos
Comércio
Comunicações
Conectividade
Comunidades
Convergindo todos para o inevitável
Confluindo para a verdade crua
Companhia ?! Isolamento ?!


Posted by Dilbert |




Domingo, Outubro 30, 2005

Diário a uma Deusa – Parte III –

Há momentos em que esta noite aparece submersa num nevoeiro serrado e húmido. Esta densidade que custa a respirar, traz até mim um estranho perfume quase quente, quase doce. Este aroma das giestas e do mato, da resina e do feno, confunde-me... e por momentos, a memória traí-me.

Tudo isto induz-me num estranho conjunto de coincidências passadas. Tudo isto me leva, por entre sombras e sorrisos, à tua pele. Nada há de mais nobre do que pensar em ti... e na tua pele. Há um calor em ti que atrai. Há um ar quente na tua respiração que consome. Há um perfume na tua pele que entontece. Há em ti todo um mistério que se adensa a cada olhar, a cada palavra e até o teu sorriso solto e cigano o denuncia.

Encosto-me debaixo desta varanda e olho nesta contra luz da iluminação da rua as pingas que o beirado larga numa cadência muito própria. Espontaneamente há uma tentativa matemática de explicar esta mesma cadência. Tudo isto funcionou como factor surpresa e me distraiu, mas os passos que ouço ao longo da estrada fizeram-me regressar a ti. É engraçado como o facto de a noite não nos deixar ver quem vem lá nos leva a procurar mentalmente um cara logo que aos nossos sentidos chegam estes ecos. E eu, mesmo sabendo que este passos não eram teus, procurei-te. Procurei-te no teu jeito, na sombra desse teu corpo que é meu.

Aguardo que o vulto, que agora toma forma, passe por mim. Esta sombra de um corpo já pesado pela idade, segue sem que tenha reparado na minha presença e eu quase que nem reparei na minha ausência. A escuridão que nos cerca encarrega-se de a reduzir a um cadenciado eco.

Penso em seguir, até porque o desconforto desta fria parede de pedra me empurra para o caminho. Entro de novo na escuridão e de novo o teu sorriso me segue, persegue e me faz timidamente sorrir...


Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Outubro 28, 2005

Os Bês... dilbert ;)

Beijei e não senti...
Barafustei e ninguém se incomodou
Baralhei sentimentos
Brinquei às palavras
Beijei e não senti!
Banqueteei-me de emoções mesmo assim
Banhei-me de ilusões
Balbuciei o que não senti
Bafejei carinho e
beberiquei amor como recompensa.
Blasfémia!
belisquei o coração
bocejou a alma...
bruxuleante... à espera de
brotar a paixão em mim.


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Quarta-feira, Outubro 26, 2005

os AA's

Amor parado
Acorrentado e detido
Amaldiçoado relógio
Atrasado na vida
Aspirei o teu perfume
Abracei o teu sabor
Acabei morto
Atravessei a carência
Aguentei a saudade
Ansiei os teus lábios
Amachucados nos meus
Adulterei a ausência
Apaguei o desejo
Andei pelo labirinto
Arrepiei o Inverno
Aceitei a sorte
Aceitei a privação
Aceitei ?!... não ?!...


Posted by Dilbert |




Segunda-feira, Outubro 24, 2005

Hoje... alguém me ouviu

Às vezes temos dias que não programamos
hoje foi um deles
De um simples encontro
desenrolou-se uma série de acontecimentos
jorraram palavras... mas não em vão.
sentimentos sentidos... com efusão.
encontros marcados... e cumpridos.
gargalhadas... frescas e cristalinas.
Ah! Que saudades...
Que saudades de um bom bocado
de boa companhia.
Perfeitos os momentos
sublimes as pessoas.
Há tanto tempo que falo... e não digo nada
Que existo... sem existir
Que sinto... sem sentir
Há tanto tempo que falo... e ninguém me ouve
Hoje... hoje estive em boa companhia
falei e disse muito
existi... existindo
senti... sentindo
e a minha alma repousou
num sorriso aberto
pelas palavras doces de um amigo.
Hoje... ouvi e fui ouvida
senti e fui sentida.
Hoje... a sabedoria entrou no meu mundo
sem pedir por favor.
Esgueirou-se
invadindo suavemente o meu espaço.
Hoje... alguém me ouviu.


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Quarta-feira, Outubro 19, 2005

O poder dos teus olhos!



Continuando na onda de um olhar
deixo aqui um escrito que tem mais de um ano de existência...

O poder dos teus olhos!

Mergulho desamparada
No abismo do teu olhar
Longo e ardente!
Vou descendo
Sem corda para me agarrar
Sinto-me perdida
E não consigo parar.
Eles não sabem mentir
Será que vou aguentar
As surpresas
Sem me desintegrar?
Pois nunca sei
O que poderei encontrar.
São dois cristais
Por mim a trespassar
Dominadores
Cheios de carinho
Que acalmam os meus medos.
Quando esses olhos me afagam
E o teu corpo me chama
Entro no labirinto
Das tuas vontades
Para sentir o teu coração.
Fecho os olhos.
E vejo além do pensamento
Permito que as emoções fluam
Pelo meu corpo embriagado
Despido de mim
E espelhado em ti
Em espasmos de prazer e alegria.

Filo


Posted by Filomena |




Domingo, Outubro 16, 2005

Quem és tu?

O mistério paira no ar...
emana do teu ser complexo
como um perfume que não consegues definir
mas que te leva para destinos incertos
até onde o teu sentido conseguir alcançar
O teu andar calmo
A tua timidez desconcertante
O teu olhar...
o teu olhar misterioso
E a tua voz ...
da tua voz brotam certezas coerentes
entrecortada
Os meus lábios sorriem
exalando uma ternura sentida...
Quem és tu?


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Quarta-feira, Outubro 12, 2005

O teu olhar...

Tantos momentos partilhados
e quantos já perdidos.
Tantos encontros marcados
e quantas ausências sentidas.
Sempre tão perto
e agora tão longe.
Tempos incertos
Tentativas frustadas
Esforços perdidos
Hoje os nossos caminhos cruzaram-se
e o teu olhar...
... disse-me tudo!


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Sexta-feira, Outubro 07, 2005

E um dia... quem sabe!

Hoje acordei meio estremunhada
sem saber onde me encontrava.
As sensações que me inundam
são mais que muitas.
Tão boas
Tão más
Tão contraditórias
A racionalidade preguiça como o meu corpo
abandonado na cama.
Não consigo pensar
Não consigo discernir
Não consigo sentir
Parece que tudo o que faz parte de mim
me abandonou, se esvaiu pelas pontas dos meus dedos,
qual carreiro de formigas em demanda de algo mais doce.
A amargura inunda-me,
mas a doçura teima em estar presente.
A frieza apodera-se de mim,
mas a fogosidade violenta-me
qual fogo impetuoso que queima para se alimentar.
Quero a paz que não tenho
e quero alcançar.
Quero o equilíbrio que não tenho
e que tão tenuamente se está a insinuar.
Quero o amor que não tenho
e estou tão cansada de procurar...
Tudo em mim transborda de vida
quando a morte teima em me alcançar...
E um dia...
Um dia quem sabe...
serei um ser completo!


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Terça-feira, Outubro 04, 2005

O Sol veio beijar a Lua

Ontem, o Sol veio beijar a Lua recordando que há algum tempo atrás nasceu uma estrela.

Ontem, a Lua beijou o Sol agradecendo por ao fim de algum tempo a estrela continuar a brilhar.

Ontem, a Terra completou mais uma volta em redor do Sol...

E o Sol momentaneamente escondeu e voltou a iluminar a estrela, como um prenúncio...

E a estrela brilhou... brilhou ainda com mais intensidade que outrora.

E essa intensidade transbordou para além do infinito...

A força tornou-se mais forte

A alegria mais alegre

A felicidade mais feliz

A dignidade mais digna

A lealdade mais leal

A personalidade mais pessoal

e as marcas no caminho.....

as marcas que deixa pelo caminho mais marcantes

e as cicatrizes mais marcadas.

Ontem...

Ontem, o Sol beijou a Lua

e a Lua beijou o Sol

numa cumplicidade fatal...

... e o meu fado a seu tempo será revelado.


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Amizades ao vento!


Amizades ao Vento!

Tem pessoas que chegam à nossa vida
E crescem dentro de nós
Tem outras que saem sem deixar “marca”.

Somos “bichinhos da sociedade
E faz-se realização em nós
Quando a amizade chega de mansinho
E vem para ficar
Quando alguém nos procura
e com carinho passa a ser um aliado
para os bons e maus momentos
mesmo que vá embora
fica para sempre num cantinho especial
protegido no nosso coração.

Mas também os há que “prometem muito”
Mas o tempo prova que não há química comum.
Uma amizade verdadeira não usa cosméticos
A autenticidade tem que existir
A verdade tem ser o lema
O pensamento tem que sentir à distância
As agruras da vida tem que ser partilhadas.
E quando este quadro deixa de ter sentido
Dá-lhe o vento
Levanta asas e voa para lugar incerto.

Filo 2005


Posted by Filomena |




Sábado, Outubro 01, 2005

I love you.... I'll kill you

I see love, I can see passion
I feel danger, I feel obsession
Don't play games with the ones who love you
Cause I hear a voice who says:
I love you... I'll kill you...
Loneliness, I feel loneliness in my room...
Look into the mirror of your soul
Love and hate are one in all
Sacrifice turns to revenge and believe me
You'll see the face who'll say:
I love you... I'll kill you...
But I'll love you forever
Loneliness, I feel loneliness in my room...
Please, pay attention
you can loose your soul


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Return to Innocence

That's not the beginning of the end
That's the return to yourself
The return to innocence
Love - Devotion
Feeling - Emotion
Love - Devotion
Feeling - Emotion
Don't be afraid to be weak
Don't be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence
If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don't hide
Just believe in destiny
Don't care what people say
Just follow your own way
Don't give up and use the chance
To return to innocence
That's not the beginning of the end
That's the return to yourself
The return to innocence
Don't care what people say
Follow just your own way, Follow just your own way
Don't give up, don't give up
To return, to return to innocence.
If you want then laugh
If you must then cry
Be yourself don't hide
Just believe in destiny
THAT'S MY MOTTO
MAKE IT YOURS


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Até onde vamos utopia?



Até onde vamos?

Lentamente passo a passo vamos seguindo a nossa viagem sujeitos a toda a espécie de intempéries que nos fazem atrasar e virar de direcção. Nunca podemos pensar que temos o domínio total, pois quando menos se espera ficamos sem saber quem somos!

Tentei neste momento de reflexão apurar muito bem o que seria viver a vida apenas com um conjunto de utopias que nos elevam ás alturas e nos fazem atingir o clímax do prazer… sim porque cada um de nós procura quimeras de algodão onde podemos encostar a cabeça e sonhar… cada um de nós cria um mundo interior muito seu. Projectamos nos outros aquilo que desejamos, fantasiamos as suas qualidade, divagamos nos seus sentimentos.
E depois?
É na profundidade da nossa existência que está um ser indefeso e que não sabe lidar com o monstro sentimental que se lhe depara. Quanto mais sensível mais vai sofrer com os desencantos da vida.
Quando tudo parece sonho vem a vontade louca de o tornar real, e para isso remamos contra a maré em fúria, gritamos aos sete ventos e fazemos o eco da nossa alma em torno de uma emoção que nos consome por completo.
Como controlar tal situação, como deixar de ser irracional?
È muito difícil… para não dizer impossível… Resta esperar que o efeito seja efémero e a cabeça consiga um equilíbrio salutar, e quando tiver de olhar para trás, veja através da devastidão, que ainda sobram algumas colunas ao alto a partir das quais se vai reerguer. Com a esperança de ver as cicatrizes ficarem cada vez mais ténues, e de poder olhar nos outros olhos com toda a responsabilidade que isso implica e não os desviar um milímetro que seja.

Filo Setembro 2005


Posted by Filomena |




Quarta-feira, Setembro 21, 2005

Nesta manhã..


Por entre as linhas do livro de Microeconmia, olho esta manha de um bonito Setembro de sol. A luminosidade que me chega, traz-me um calor sereno que cobre a pele, aconchega-a e extrai-lhe o fresco que até à pouco acompanhava o nascer do dia.

Ao fundo, corre o som do cd da Norah Jones que toca no pc. Esta sonoridade genuína de uma voz quase rouca e grave, mas fantástica, leva-me para uma ambiente calmo e sereno. Neste momento a letra do “Don´t now why” faz-me sorrir, num sorrir muito meu. Não é só a sintonia com o momento, é tudo.

De facto a musica é capaz disto, mexe connosco, com os sentidos e com sentimentos.

Abandono por momentos as curvas da procura e o mestre Pareto, entrego-me a algumas divagações sobre as sensações que tudo isto me oferece.

Há uma calma aparente no mundo lá fora. É como se o dia se desenrola-se numa sonolenta e bem disposta monotonia. A suposta sincronia com que ocorre não é mais dos que um subtil produto do acaso.

O “I´ve got to see you again” lembra-me, por momentos, que sim. Que é sempre necessário rever em nós o que nos move. O que nos alimenta. O que nos faz serenamente sorrir!

A mundanidade que me fez ficar por casa hoje, relembra-me que tenho que regressar às linhas que me trazem as curvas de Engel e aos mapas de indifrença intemporal.

A custo, abandono o Word e estas linhas. Mas fico bem.


Posted by MasSter4 |




Terça-feira, Setembro 20, 2005

À tua procura

Soubeste a minha intenção e sabias que se me telefonasses, eu ficaria a olhar para o telemóvel a ver o teu nome no visor e sem que um músculo do meu corpo se movesse, mesmo que a vontade fosse essa e o coração já tivesse disparado qual cavalo de corrida.

Eu queria fazer desaparecer o problema que te estava a consumir, que te não deixava trabalhar, que te ocupa a mente constantemente, mas que também te faz vibrar, te faz feliz, que te enche de plenitude, te faz sentir criança......

É engraçado.... estou a escrever e estou a imaginar-te a ler este texto, e a notares que o início desta frase está no passado e que a restante se encontra no presente. Porque será? Porque já deixou de consumir, e vai deixar-te trabalhar, mas o resto.... bem o resto.... vai ficar e continuar mais intenso ainda. E tudo isto porque falámos sobre o assunto, sem receios (pronto!, está bem. Alguns receios), sem termos medo de dizermoso que sentimos... pois só assim conseguimos perceber o que nos afecta, esclarecer o que receamos e nos põe tristes e depois percebermos que afinal não passou de insegurança e de recearmos que a outra pessoa não goste de nós como nós gostamos dela. Só de pensar nisto, os meus lábios descrevem um sorriso... cada vez maior, ao pensar como somos tolos, quando no fundo o que queremos mesmo é dizer à outra pessoa que gostamos muito dela e só dela. É verdade que antes de tudo sou tua amiga, mas bolas!, uma amiga bem especial... Não, não é nada disto que quero dizer!....

Eu vou afirmar! Nós estamos ligados intuitivamente, falamos a mesma linguagem, exprimimo-nos da mesma maneira, reagimos intempestiva e impulsivamente, sentimos profundamente um e o outro, conseguimos adivinhar o que nos vai no mais íntimo do nosso ser... poderei dizer que estamos ligados pela alma. Antes de tudo, estamos ligados pela alma. E isso é algo que não acontece a toda a gente. Penso que se tivéssemos milhentas vidas, poderia nunca nos acontecer em nenhuma. (Porque até a intensidade com que sentimos é igual, não tem limites! e não vai ter nunca!). Por isso tenho de aceitar o que está a acontecer connosco como uma bênção! Uma bênção vinda dos céus. Entendes? E quando és abençoado desta maneira... não podes fugir. Não deves fugir, sob pena de enfureceres os céus e seres amaldiçoado até à quinta geração.

O que eu quero dizer é que os meus sonhos de menina, e que eu pensava ter perdido ou, entretanto, esquecido, estão aqui, à minha frente a realizar-se compulsivamente, abruptamente, aceleradamente... sem que eu consiga sequer travar ou desacelerar, para poder entender o que se está a passar... os vinte anos que passaram entretanto desde que perdi a minha meninice, de repente começaram a desaparecer debaixo dos meus pés e senti-me cair num poço sem fundo.... e senti-me de novo menina, cheia de ilusões, de alegrias, de força de viver quando já me preparava para aceitar o fecho do meu ciclo de juventude, como mulher.... Ironia... quando estava a fechar... ou a porta deste ciclo se fechava.... um pé ficou entalado na porta... impedindo-a de fechar. E esse pé deixava aflorar umas iniciais....

... E a porta escancarou-se! E uma rajada de vento quase me deitou ao chão! E uma força qualquer, vinda não sei muito bem de onde, entrou dentro de mim, e apertou-me as entradas, espremendo-as... magoando... para depois as largar... e sentir-me livre e leve... leve como uma pena... e cheia... sim... cheia de vida, cheia de força, cheia de vontade de voltar a sentir-me mulher e deixar que me sintam também, sem receio que me façam mal. E isso eu sei que tu nunca farás!

E tudo isto em pouco tempo. E cada dia que passa, é cada vez mais intenso, "isto"... esta coisa que me enche... que nos enche, aos dois, as entranhas. E tem vida própria, não consegues controlar.

Nunca .... nunca senti algo assim, disseste tu. Pois eu afirmo: Nunca...nunca eu senti algo assim também, e hoje... hoje sou uma mulher, sinto como uma mulher.

E sabes? É tão bom. É mesmo muito bom. Adoro sentir-me assim, mesmo que às vezes me magoe, mesmo que às vezes me sinta explodir de impotência, pois o alvo da minha atenção não está ali ao meu lado para receber tudo o que eu tenho para dar... mas nessas alturas fecho os olhos, respiro fundo e elevo-me no ar para um local que me engrandece... E sinto-me pairar em cima de um penhasco, banhado pelos mares revoltos da Irlanda, sinto a força das ondas assolar os rochedos, como se me assolassem a mim... sinto o vento do norte soprar forte pelo penhasco acima, como se me quisesse arrastar e atirar pelo abismo... sinto que todas as forças do universo se unem contra mim e me trespassam e que ao me trespassarem as retenho em mim e engrandeço... engrandeço de tal modo que começo a girar sobre mim mesma e uma força sobrenatural, que é tão só o que tenho para dar e que me enche ,emana de mim para o exterior, espalhando-se para lá do horizonte... àprocura... à procura... de ti.

Sei o que se passa contigo... sei que sentes assim. Não deixes de sentir. Não queiras matar... pois vais matar-te a ti próprio. Só te peço uma coisa: vive!, pois eu jamais te abandonarei!


Posted by IreneAngelAdlerDemon |




Novas vozes...

Há coincidencias engraçadas. Há algum tempo que me tenho lembrado de abrir o Semdesconto a outras contribuições. No fundo, é daquelas ideias que temos mas que esperamos que o tempo e as boas coincidências as levem à prática.

Não me enganei. Por isso, a partir de hoje, vão aparecer novas contribuições neste espaço.


A primeira contribuição é um texto de uma colega da UA que tenho todo o gosto em receber.

Gosto do texto porque está na "onda" do texto que eu tinha escrito anteriormente. Mas está bem melhor.

Agradeço-lhe a autorização que me deu de o dedicar à Claúdia.

Brigado!


Posted by MasSter4 |




Segunda-feira, Setembro 05, 2005

Só tu..


Pões a mão na minha pele e aproximas-te de mim. Sinto o teu corpo colado ao meu. Sussurras traquinices ao meu ouvido com esse teu ar maroto que eu adoro.. sabes, tão bem como eu o quanto gosto disso.

Levas-me pela mão para um canto escuro e encostas em mim esse teu corpo divino. Por momentos esqueço tudo o que me rodeia e a nossa roupa foge-nos das mãos a uma velocidade alucinante. Sinto as tuas mãos no meu corpo, a tua língua na minha pele.

Percorres sem pudor os recantos que em mim guardam segredos de desejos insanos. Abusas do que te pertence por direito e despes-me de regras para entregar a prazeres que só tu conheces.

A temperatura a que me corre os sangue nas veias denuncia a leviandade com que toco o teu corpo e tu... tu esperas que eu transforme cada momento num arrepio da tua pele.

Aproximo o meu corpo de teu e a tua respiração transfigura o resto de senso que tinha. É nessa sofreguidão sensual que ouço no ar que respiras, que sei, que nesse momento, no teu prazer eu sou rei e senhor. É nesse teu olhar de um prazer alucinado que descubro que há tanto de animal nele, como desejo que nunca acabe. É no suor da tua pele que descubro o sal deste pedaço de céu que me dás.

Sem perder a noção de mim, abandono-me a um eu que não existe deste momento para fora.

Num ritual quase tribal, a animalidade confunde-se... e confunde-se também o prazer com suor, o suor com gemidos, os gemidos com paixão, com gritos, com palavras perdidas e sentimentos soltos ao vento que se desprendem em palavras sofridas.

Assim, perdemos a noção de tempo e o espaço já pouco importa, só tu existe, só tu importas... o teu corpo... o teu prazer... só tu, em cada momento meu.


Posted by MasSter4 |




Segunda-feira, Agosto 29, 2005

Que é feito de ti?



Há dias em que nos faz falta falar com alguém. Não com uma qualquer pessoa, mas com alguém em especial. Frequentemente acontece-me isto. Pensar em alguém com quem me faz falta falar, simplesmente.

O frenesim diário e o controlo espartano do tempo impede-nos de, muitas vezes, fazermos isso. Simplesmente falar com alguém da nossa vida. Com alguém com que partilhamos uma história de vida, uma circunstância, uma carteira de escola ou uma qualquer situação do nosso património pessoal.

É engraçado perceber que é mesmo assim. O tempo foge-nos e nós desperdiçamos enumeras oportunidades de simplesmente perguntar :”O que é feito de ti?” .


Posted by MasSter4 |




Domingo, Agosto 28, 2005

Sem Desconto 5.0

Mais uma vez o Sem Desconto mudou de cara. Já se vai tornando um hábito.

Espero que gostem. Eu gostei..


Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Agosto 26, 2005

Dá que pensar...

Eu não sou dos que vivem a dizer mal da vida, mas há textos que nos dão que pensar. Este texto que me chegou por mail, reflecte algo de icómodo, mas com o que eu me vejo a concordar...


João César das Neves

Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português.

Havia até agora no mundo, países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam.

Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Alias, tem mesmo um só elemento: Portugal.

A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso.

Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido".
- O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses. Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. "De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.

Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento.

Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido.
Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação.

Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante.

É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma:
Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.

Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe.

Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. "A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português.

No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável."
O texto termina dizendo:

"O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".


Posted by MasSter4 |




Quinta-feira, Agosto 11, 2005

Neste silêncio bonito...

Acordei sem sono nesta hora tardia. Sinto a humidade no ar e o fresco da madrugada acorda-me para este silêncio comprometido... ou corrompido, talvez.

Este silêncio, difuso, oculta uma paz estranha perdida numa indecisão entre o passado e o dia que por aí teima em aparecer. Perco, contudo, a noção de tempo mas a certeza dessa manhã apazigua o cansaço.

Curiosamente, entre os sons escassos que me chegam, ouço um pássaro numa qualquer varanda, num piar de um medo contido. Ouço o som de um carro que sorrateiramente denuncia que alguém, como eu, anda por aí e talvez veja estas noite com os olhos com que eu a vejo.

Poderia dizer hipocritamente que os tons desta noite são os tons de uma qualquer noite. Mas cada noite, qual dama da corte, é sempre única e uma só. As histórias perdidas e escritas em becos, esquinas, rua e vielas, sussurradas por lábios doridos e apaixonados, dão autenticidade e personalidade própria a estas poucas horas que cada uma dura. É neste meio charme... meia cumplicidade que a noite ganha encanto. É nas suas entranhas desenhadas por uma mão divina em tons escuros num mata borrão que tudo o que nos rodeia ganha forma.

O mundo gera-se nestes curtos momentos num ciclo que se repete num sem fim. Tudo o que nos envolve e rodeia trespassa estes momentos de penumbra.


Posted by MasSter4 |




Quinta-feira, Agosto 04, 2005

Aqui



Sento-me nesta falésia sobre este pedra que me desconforta. Este frio que me contagia mantêm-me atento a este quadro que debaixo dos meu olhos se estende para lá de Sines.

Esta costa, este mar, o cheiro a sal na pele e toda esta cor que me envolve dizem-me muito mais do que se por mim passasse uma simples visão.

Há lugares que simplesmente nos transmitem isso. Especialmente aqui, o tempo tem outro relógio e uma calma serena invade cada poro do meu corpo. Não é a distância, nem o isolamento, é o tempo e o lugar. Sinto-me confortável nesta roupa que visto e neste corpo que ocupo. Sinto-me em casa com os meus pensamentos e estas cores são as minhas.

Perde-se um tempo sem minutos a olhar o que a cada momento te surpreende sem te distrair. Este mar tem disto e eu também.

Que saudades que eu tinha deste mar e de me sentir parte daqui.


Posted by MasSter4 |




Terça-feira, Agosto 02, 2005

Regresso..

Depois de umas férias 5 estrelas, cá estou eu de regresso às lides blogueiras.

Entretanto, numa primeira volta pelos blogs do burgo, soube que vai haver um almoço do pessoal blogueiro, quem é o organizador é o Dilbert. Se eu poder lá estarei.

No entanto e com a aproximação dos exames vou regressar aos livros de Microeconomia e Análisa Finaceira.


Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Julho 15, 2005

Algures por aí..

... Azimute SUL.

Até dia 01/08 :o)...


Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Julho 08, 2005

O que nos faz sorrir...

Há momentos que nos trazem a noção de privilégio. São esses momentos que nos agarram à vida. Nos fazem dar mais um paço. Nos fazem rir e sorrir sozinhos na rua Dizem-nos essencialmente que nós temos a obrigação de o fazer, de rir e sorrir na rua sozinhos.

Hoje aconteceu-me um momento desses. Estava sozinho, tocou o telefone e atendi...

“ – ...está aqui alguém que quer muito falar contigo..

- Ah, tá bem, passa ..

- Olá, tio. Tou aqui a almoçar..

- Olá Ana, tás bem meu anjo?

- Tou tio, gosto muito de ti, tenho saudades tuas..

- Também gosto muito de ti e também tenho saudades tuas. És linda tu..

- Também gosto do João..”

Que se pode dizer mais? Tenho as melhores sobrinhas do mundo!



Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Julho 01, 2005

Versão 3.0

Pois é, ainda com alguns bugs e correcções a fazer, o Sem Desconto chegou à Versão 3.0. Já andava aqui às voltas com o 2.0 e como a chegada do verão decidi mudar os ares.

Aos que passam, espero que gostem...
Aos que vêm de novo, espero que se sintam bem...

A todos vocês, obrigado por tudo...


Posted by MasSter4 |




Sábado, Junho 25, 2005

Na nossa fronteira...




A Vida...


Quando encontramos na fronteira do nosso corpo um silêncio profundo é porque estamos sós dentro de nós.. e sem desculpas. Mesmo que o mundo se abeire de nós com milhares de rostos e sorrisos.



Posted by MasSter4 |




Quinta-feira, Junho 23, 2005

Cá dentro..

A espaços, por entre este mar de uma névoa escura, espero que este pensamento que me atormenta mude. Mude em mim e mude o meu rumo. Não espero mais, vou indo por aí.. em silêncio.

Há uma cumplicidade imensa entre mim e, a espaços, o meu próprio silêncio. Esta cumplicidade barata e mesquinha ilude uma calma aparente com que olho sorrindo. Nestes curtos instantes há em mim e frenético e confuso sentimento de revolta deste meio cinismo do meu sorriso que ocorre impune na minha face. Depois, pergunto-me porque sorri, quando não tinha sequer que o fazer. Era bem mais simples dizer.. “Estou triste e não me apetece sorrir, simplesmente!” .

Porém, há um histórico que me empurra este silêncio aparente. É daquelas coisas que nos acompanham a cada dia que passa, sem que sequer tenha prazer na sua presença.

Dou por mim a pensar que este silêncio, este sorriso e esta calma aparente sempre existiram em mim. Perdura ao longe destes anos todos e são recorrentes a cada momento que, sem uma justificação, tudo me fica cá dentro, sem que saia o que quer que seja... simplesmente sorrio. É uma reacção orgânica, uma defesa.

Ocorrem-me varias situações em que isso me aconteceu, em cada uma delas, invariavelmente o silêncio estava lá e o sorriso também. Em cada momento triste, em cada dificuldade, em cada adeus definitivo, sorri e fiquei num silêncio profundo.


Posted by MasSter4 |




Quarta-feira, Junho 22, 2005

Prazer cigano...

Depois de uma semana em que quase não existi, por fim cheguei agora a casa a horas cristãs e deu para me sentar e escrever alguma coisa neste blog, ou seja, mêslog, porque os textos só aparecem quase de mês a mês.

Durante esta ultima semana estive a prepara uma auditoria lá na empresa. O preparar uma auditoria, regularmente quer dizer pelo menos uma semana que nem vejo a cama. Esta não foi diferente. Terminado este tempo de trabalhar quase num regime de 24/24 h espero ter algum tempo para regressar a este meu canto que tão mal tratado anda pelo “gajo eu”. No entanto não resisto a deixar-vos aqui isto.

Quando ontem regressava do trabalho às 4:30 da manha, para vir (literalmente) passar pela cama, percorri a A 23 quase sozinho. No percurso que tive que fazer não vi viva alma a passar por mim. Estava um luar intenso e bonito numa noite serena de lua quase cheia. A luminosidade deste luar era tal que permitia ver tudo o que nos rodeia. Passava um aragem que quando toca a pele nos trás o fresco ar da madrugada. Reduzi a velocidade do carro, aumentei o volume do rádio para que o My Immortal dos Evanescence me acompanhasse naquele pequeno prazer que só os amantes da noite sabem tirar destes momentos. Estes momento de puro luar são únicos. Deixa-nos ver tudo... mas com uma cor e uma tonalidade diferentes. Depois, confesso, não resisti a um prazer cigano... apaguei as luzes do carro e deixei-me pura e simplesmente rolar.

Fazer esse percurso durante a noite nesta saudável solidão aparente tem a vantagem de nos despreocupar. Deixa-nos deitar para trás o acessório e agarramos o momento que é essencial. É neste momento que a noite te toca na pele em toda a sua dimensão e cumplicidade. Em que se fica intimo das sombras, dos sons, dos milhares de estrelas, dos tons cinza prata, das luzes dispersas, dos aromas carregados. É apaixonante. Soltei o longo sorriso e perdi-me em pensamentos sem fim

A perversidade deste momentos é que não são eternos. Se o fossem não tinham este significado. Num misto de tristeza e de conformismo tive que sair da A23, acender as luzes do carro e regressar à mundanidade. No entanto, logo que entrei na rotunda parei o carro, saí e fiquei a olhar, simplesmente olhar o céu e esta lua enorme.. este astro é fascinante!


Posted by MasSter4 |




Sábado, Junho 11, 2005

Anti stress.... Woman´s Version

Depois das representantes do sexo feminino me dirigirem inúmeras reclamações e protestos pelo facto de se sentirem excluídas do programa anti-stress. E depois de uma apurada e profunda pesquisa cientifica, venho agora apresentar a versão feminina do programa anti-stress.

Eu sou sincero, não sei quem fez isto, só sei que tive um arrepio na espinha quando vi o método.

http://www.wakthesak.com/


Posted by MasSter4 |




Noticia de última hora..

Após apurados estudos estratégicos, recorrendo inumeras leis da física e a um esforço diabólico e empenho extenuante conseguiiii... o recorde está agora em 848 mph !!! eheheheh


Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Junho 10, 2005

Anti stress

Um dos melhores remédios para o stress é arranjar um saco de boxe onde descarregar energias. Bem, mas um saco de boxe, na minha modesta opinião, não é muito...digamos formoso.
Houve alguém que também é da minha opinião. Vai daí e arranjou um bela solução. Não é k resulta!!! Ora exprimentem. O meu record está em 718 mph :D.

http://www.spankthebooty.com/


Posted by MasSter4 |




Domingo, Junho 05, 2005

Morre lentamente

Morre lentamente
Quem não viaja
Quem não lê
Quem não ouve música
Quem destrói o seu amor-próprio
Quem não se deixa ajudar...

Morre lentamente
Quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
Não arrisca vestir uma cor nova,
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão,
Quem prefere o "preto no branco" e os "pingos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite, uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente
Quem passa os dias queixando-se
Da má sorte ou da chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de o iniciar,
Não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar...

Estejamos vivo, então!


Pablo Neruda


Posted by MasSter4 |




Quarta-feira, Junho 01, 2005

Ser criança

Não sou muito seguidista, normalmente não escrevo nada nos dias que marcam os acontecimentos. Mas como não há regra sem excepção...

O hoje é o dia mundial da criança. Este dia, desde sempre, é um dia mítico para mim. Foi-o quando fui criança porque havia sempre algo de especial. Foi-o enquanto adolescente porque era o dia em que eu me ia divertir a ver as crianças brincar no Estádio Municipal de Tomar. Era fascinante ver as crianças naquele reboliço de alegria. É um dia mítico hoje em dia porque vejo os olhos do meu filho brilhar com a mesma intensidade com que brilhavam os meus neste dia.

Quando vejo os olhos do João brilhar fico a pensar que este brilho devia ser uma regra universal no olhar de todas as crianças. Era a certeza inabalável que a felicidade nas crianças era um denominador comum. No entanto, mais do que haver um dia mundial da criança devia-se apelar a uma consciência mundial sobre a criança. Que as políticas de ajuda mundial fossem mais do que mediáticas e passassem do formato croquete/diplomático para acções mais eficazes e concretas.

Para quê fazerem grandes discursos para TV transmitir quando a realidade é bem mais perversa e cruel do que o mundo cor de rosa em que as nossas crianças tem o privilégio de viver. Cabe-nos a nós fazer o que podemos por estas crianças que nos estão próximas e que precisam que olhemos por elas com o mesmo olhar que olhamos para os nossos filhos. Cabe-nos a nós exigir a quem pomos nos belos poleiros de poder que o façam também. Este tem que ser um trabalho continuo e diário. Não podemos ficar só pelo dia mundial da criança.

No entanto, a todas a crianças do mundo, deixo aqui um enorme sorriso que tão bem conheço.




Posted by MasSter4 |




Este fim de semana...

Este fim de semana não estive por cá, rumei a norte e este azimute levou-me para a Serra do Caramulo. Apesar de ser uma viagem quase funcional, rumar à Serra do Caramulo ao fim de semana, para mim, normalmente significa encontrar-me comigo próprio. Encontrar rostos do meu passado, lugares, grandes, gratas e ternas memórias. Encontrar-me a cada passo com a minha infância e com a infância dos amigos... esses que ficam para o resto da vida.

Tudo começa com o acto de “...subir a serra.” ...um acto que se torna quase solene. A partir de Águeda, nós subimos verdadeiramente a Serra. Este percurso faz-se de forma lenta entre curvas sem fim. Este espaço de subida serve para, aos poucos, nos irmos despindo da urbanidade, apaziguando o frenesim da falta de tempo e veste-nos, devagar, de um verde sereno. Aos poucos, tal como uma senhora casta e dona de uma personalidade singular, a serra vai surgindo cada vez mais bonita a cada curva que passa. Vai-nos deixando num misto de expectativa e de bem estar. O ar que nos vai entrando nos pulmões traz um sem numero de aromas a que nos rendemos. A partir de certa altura, quase que por instinto, sabemos que estamos num sitio único, no qual nos deixamos estar naturalmente.

Na vertente oeste da Serra do Caramulo está uma aldeia que para mim é um canto de paz interior e serenidade. S. João do Monte, viu parte da minha infância e eu vi esta aldeia com os olhos de um miúdo. Este olhar de miúdo fotografa na retina imagens que ficam e tem o dom de o as colorir de tons que irradiam inocência e beleza. Estas imagens são um registo de autenticidade de uma infância bonita. Foram sem duvida os alicerces que serviram de base para a construção do homem que hoje sou.

Tive o privilégio de construir estes alicerces entre belas pescarias, banhos no rio, pic-nics de chouriças roubadas à Julia a à minha mãe, os rojões da minha Avó e o gosto com que ela nos cozinhava tal petisco, os passeios com o meu avô paterno pelas terras de cultivo da família onde normalmente se trazia o pessoal “ ao dia fora”, acompanhar o meu pai e os meus tios nos cortes da madeira, as matanças do porco, as vindimas, o cantar do reis, o ir durante a noite buscar pão quente a Paranho de Arca, intermináveis passeios feito pela serra e uma liberdade/segurança que agora desejava que o meu filho conseguisse desfrutar todos os dias.

É compensador terminar quase 3 horas de viagem com o regresso a este olhar e a este turbilhão de imagens e pequenos regressos... a casa.

PS – Nos próximos post vou revelar mais um pouco deste canto do mundo.



Posted by MasSter4 |




Quarta-feira, Maio 18, 2005

Esta madrugada...

As horas correm lentas nestas madrugada sem sono. A cidade dorme na sua quietude habitual. A espaços um qualquer barulho incomoda este silêncio. Alguém que como eu percorre esta madrugada e agita a serena água deste silêncio comprometido. Imagino por momentos o conjunto de circunstâncias e momentos que, dispersos nos horizontes da cidade, formam este conjunto de sons ocultos que se perdem submersos.

Olho ao fundo os prédios perfilados com as janelas invariavelmente fechadas. Há uma uniformidade de atitudes à noite que ocultam uma diversidade de intenções. Há sorrisos escondidos, há olhares comprometidos, beijos roubados, quentes, loucos, tristes e outros dados de olhos fechados, há peles nuas e vestidas que se tocam, há sonos serenos e tranquilos, há saudade, há sussurros ao ouvidos e gritos escondidos. Há dor e ternura. Há mãos que se dão, há abraços que se desejam e há as histórias que se contam para bem dormir. É apaixonante ver a cidade com este meio sorriso.

Abandono “O perfume” de Patrick Suskind que a espaços ia lendo entre estas divagações. Olho para o pc e ligo-o. Percorro paginas de net, fóruns e blogs das pessoas que gosto. Leio e releio textos bonitos, frases únicas, expressões tão próprias da identidade de cada um. Vejo fotos de sorrisos, cara bonitas, corpos abandonados a um sentimento qualquer. Leio desejos, opiniões, sentimentos. Gosto da autenticidade possível de cada um destes blogs. Diziam-me há uns tempos um amigo que “um blog é quase um espaço de privacidade e autenticidade”. O quanto eu concordo com ele.

Aos poucos a noite termina lá fora, A madrugada adormece e o dia desponta tímido. Há algo de misterioso que me apaixona no nascer do dia. Não me canso de passar por esta experiência. É neste momento que, a cada dia, tudo se renova. A vida reinicia mais um ciclo após alguns momentos de merecido descanso. O sol começa a espreitar do seu eterno lado nascente. Nos arbustos que circundam o prédio alguns pássaros chilreiam um agradável bom dia. Aos poucos termina mais um espectacular nascer do dia. Há um prazer especial quando se olha o nascer do dia assim. Enfim, sou mesmo um romântico da noite!

PS – ( PS © from Bastet28) Já tinha saudades de escrever aqui, lamento ter-me ausentado estes dias mas a saúde está primeiro.


Posted by MasSter4 |




Quinta-feira, Maio 05, 2005

Pai, amanhã já é hoje?


Estou acordado sem sono desde a sete da manha. Aos poucos o dia vai nascendo. Levanto-me e bebo um copo de água. A moleza puxa-me de novo para a cama. Deito-me e deixo-me ficar.

Pouco depois ouço aquele barulho característico de dois pézitos pequenos a caminhar pela casa. Um pequeno vulto surge a beira da minha cama. Mantenho-me num silêncio cúmplice e propositado. Vejo-o sorrir com cara de traquina. Num movimento espontâneo deita-se e aninha-se perto de mim. Está gelado este malandro! Abraço-o e trago-o para perto de mim para o aquecer. Dou-lhe um beijo na nuca e sussurro-lhe “ Bom dia filhote, dormiste bem? Estás bem disposto?” , recebo um sereno “ Sim pai.”. Sei que sim, sinto que ele está bem. Estas são daquelas coisas que um pai sente simplesmente.

Deixo-o ficar naqueles momentos de silêncio que ele tanto gosta de ter de manhã. São alguns minutos de silêncio que servem de reserva emocional a um dia cheio de sonhos, corridas de carros, aventuras com super heróis, corridas com a Voileta e o Zézé, robots e maquinas dos legos, jogos de bola e mil e uma tropelias nos triciclos.

Pouco depois, “Pai, amanha já é hoje?”, sorrio, afago-lhe a cabeça e digo “É filho, amanha já é hoje. Já dormiste a noite, já estás descansado e o amanha já é hoje. Fica descansado que já é hoje que vais com os teus amigos da escolinha para a casa da Rosélia brincar.” Dá-me um abraço apertado, um beijo e solta um espontâneo “Gosto tanto de ti paizinho.” ... sei que sim. Abraço-o e respondo-lhe “ ... o pai também gosta de ti, muito, mais do que tudo.” Senta-se na cama e pergunta, “Quando vamos pai?”, sorrio mais uma vez e digo-lhe a olha-lo com uma inevitável ternura... “Quando tiveres tomado o pequeno almoço e estiveres bonito, lavadinho e cheiroso.” Deu-me a mão e lá fomos começar um novo dia, mas pelo caminho lá me foi dizendo a titulo preventivo... “Pai, não te esqueças de me por gel na franja e perfume, a minha namorada diz que fico lindo assim...” ...como se eu alguma vez me esquecesse de uma coisa dessas.


Posted by MasSter4 |




Terça-feira, Maio 03, 2005

Diário a uma Deusa - Ep. 2-

Se eu te imaginasse.

Imaginava que nesse paraíso celeste onde caminhas descalça sobre a areia o tempo é diferente, as horas são largas e o dia é teu.

O mar inunda a alma de um azul especial. É nesse cheiro a mar que se confunde com a tua pele que te vejo olhar serena para o horizonte.

A profundidade do teu olhar desvenda um brilho especial, um brilho que surge sempre que sentes que te olho do outro lado. Há um sorriso malandro em ti que me diz que és feliz em cada momento que me encontras nesse teu mundo interior.

Este céu que nos separa é de um azul calmo e bonito, como bonito é o teu olhar e o sentimento que escondes.

O hemisfério que divide deuses e homens nada pode contra isto. É nessa dança de sentimentos nobres que um sorriso teu faz a diferença. É também nessa dança mestiça e tribal que te envolves de corpo e alma numa quase selvagem entrega ao que tu sentes.

É esta mistura de paixões nuas na pele que qualquer Deus cobiça aos homens. Mas tu não cobiças, não o fazes porque tens este prazer dentro de ti.

Separa-te do meu mundo uma imensidão de nada. Mas essa distância é tão só uma certeza. É a certeza que vale a pena, que nada está doado ao infinito. Que na areia que te escorre das mãos está um pedaço de ti, que no sussurrar desse mar está um murmúrio meu. Que nem tu perdes-te o norte, nem eu perdi o sentido.



Posted by MasSter4 |




Sábado, Abril 30, 2005

Diário a uma Deusa

“ Enquanto espero por ti... “

Enquanto espero por ti minha Deusa, olho esta madrugada de um Outubro tranquilo. A névoa densa faz-me pensar em ti a cada vulto que vejo. A humidade, que me envolve, escorre-me em pequenas gotas pela face, entranha-se na roupa e torna o meu sobretudo ainda mais pesado. Pesa-me, tal como me pesa a saudade dentro do peito.

Respiro devagar, numa espera quase eterna. Brinco levemente com o humidade que se solta a cada respiração minha.

Há uma efémera esperança em mim que hoje a aragem me traga novas tuas. Entristece-me imaginar-te perdida nesse céu tão teu que te leva para longe. Imagino-te para lá dessa lua cheia que a espaço vejo entre a névoa. Sinto-te longe, distante e triste.

Imagino-te entre os magos dessa corte de divindades. Tão brilhante quanto uma estrela. Tão charmosa... Mas nessa perfusão de gente que te rodeia, vejo-te sozinha dentro de ti. Levemente entristecida... quanta saudade guardas! Vejo os teus olhos a percorrer o horizonte, simplesmente à espera do meu vulto que teima em não chegar. Tu teimas em não partir desse teu mundo.

Numa vil injustiça dividiram-nos em dois mundos diferentes. Tu para lá dos homens, eu para cá dos deuses. Tu sem matéria e eu... com a minha alma vendida a troco de nada.

Lembro-me, lembro-me do privilégio de te ter no meu olhar, de por um momento te ver.
Quem diz que um homem não vê um Deus, nunca te olhou como eu olhei. O teu olhar fascina pela forma, pelo jeito e por tudo o que tu és.

Temo perder-te, não por me sentir menos que os Deuses que contigo habitam esse céu. Qualquer desses Deuses pode-te tocar na pele, mas nunca te tocará, com um só olhar, como te toquei no coração. É nesta forma contida de te querer, neste ânsia de te encontrar que temo... temo que o sonho passe a recordação, que o brilho do teu olhar passe a saudade, que o meu rosto passe a uma terna lembrança.

Enquanto divago nestes pensamentos o dia nasce, a luz esfuma o teu céu e a neblina aos poucos levanta. Tu adormeces no teu sono sagrado, eu acordo para mais um dia...sem ti.


Posted by MasSter4 |




Segunda-feira, Abril 25, 2005

ABC...

Não tenho muito jeito para isto mas aqui está. Mais vale trade que nunca, demorou mas foi...

A – Amor, por tudo o que ele é. Alentejo, pelas praias, por me sentir em casa, pelas paisagens, pelo vinho (o melhor do mundo J). Amigos, porque estão sempre lá. Amoras, porque sempre gostei. Ameijoas..com cebolada e vinho alvarinho. Argumentos, gosto deles fortes. Almograve, que praia! Açores, fizeram querer ir lá... e um dia vou.

B – Beijo, porque é único. Bombons, porque o são. Brasil, porque se lá vou... o difícil vai ser voltar. Beira-Alta, onde aprendi a conquistar montanhas e rios na minha infância. Brincalhão, com quem me conhece.

C – Carros, desde sempre. Coração, tenho um enorme. Cognac, à lareira. Curso, vai ser feito. Corpo, um enigma e um tesouro de segredos. Computadores, com tudo, até com batatas. Calma, tenho um camião. Cota, já sou um cadito.

D – Destino, começo a acreditar que se constrói. Dúvidas, tenho-as e são desconfortáveis. Dependência, quando é demasiada, não faz bem.

E – Ermitão, às vezes sinto-me um em mim mesmo. Escola, a vida é uma grande.

F – Fernando, quem me dera ser um pai como ele, é único... e é meu J! Filho, o meu! Felicidade, queremos sempre mais um bocadinho. Força, de vontade para vencer o dia a dia, mesmo com nuvens. Firme, às vezes até demais. Frio, sou tudo menos isso..

G – Guloso, sou mas controlo-me. Gostar, gosto a sério.

H – Humor, gosto dele inteligente. Humm... no comments. Hawai... quero férias!

I – Irmãos, tenho os melhores do mundo. Inverno, só gosto da neve e de S. João do Monte. Interior, gosto de viajar dentro do meu e no de Portugal. Itália... um dia quem sabe!

J – João, é meu filho e basta. Ta a cima de tudo. Jogos, de palavras... ditas! Jazz, sempre. Jaguar, que carro!.. que felino!

K – Kamasutra... não é um fim, mas o princípio. Kero Férias.. tb eu!

L – Ler, tudo... até os editais camarários. Low profile, gosto de ter.. Livros, venha mais um. Linda, é muito mesmo. Londres, qualquer dia passo por lá. Lisboa, se não vou lá tenho saudades.

M – Moedas, adoro coleccionar, Moçambique, quero voltar a ver-te. Música, até debaixo de água. Mar, muitooooooooo mar. Maria, a melhor mãe do mundo. Mulher, que enigma... que mistério! Miuda... tás bem?

N – Norte, sempre norte! (onde é que já ouvi isto!). Nostalgia, porque não.

O – Odios, não tenho, nem de estimação. Objectivos, tenho alguns.

P – Posta mirandesa, só quem nunca provou é que não sabe o que é bom. Pizza, faço-as eu mesmo. Paixão, não consigo viver sem ela. Palavras, são únicas.

Q – Querer.. nem sempre é poder, mas faz-se por isso. Química, existe sim... é verdade! Qualidades também tenho...

R – Relógios, com paixão. Regras, saber quebrar é uma arte. Riso.. muitooooooo.

S – Silêncio, às vezes é ouro, outras a melhor resposta. Solidão, tenho uma relação estranha com ela. Segredos, todos temos. Sussurros, claro. Simples, sou mesmo assim. Sexo... sem horas... sem pressa... sem regras... ;O) +IVA.

T – Tempo, sinto falta dele às vezes. Ternura, um oceano. Trás os montes, onde tudo tem um tempo diferente, onde o Douro nos encanta... Toque, é sempre especial...

U – Urbano, cada vez mais. Umbigo... eheheh não digo :O). Ultimo, quando se vai sem olhar para trás.. Único, o olhar.. o sorriso... o toque.

V – Vaidoso, até não. Viseu, tem parte de mim. Vida, só se tem esta. Valor, é bom saber se dar... Vinho...só bom e em boa companhia. Verde... da paixao!

X – Ximmmmmmmm.. no coments :O). Xuxa, ouvi centenas de vezes e enjoei. Xicolate, a dois..
.
Z – Zero... às vezes tem que se começar de lá... mas nunca me arrependi. Zangado, não me queiram ver assim. Zombies, conheço alguns.



Posted by MasSter4 |




Quarta-feira, Abril 20, 2005

De regresso..


Ando há uns dias afastado deste meu canto da blogosfera. Afastei-me porque precisava de fazer algumas arrumações no meu sotão. Precisava de ordenar alguma informação que andava dispersa pelas prateleiras. Às vezes precisamos desta brechas de oxigénio para limpar alguma poeira cinzenta que se acumula e nos distorce a visão.

Isto dos blogs são muito como a nossa vida. Às vezes precisamos de “ver” as coisas a alguma distância para percebermos o seu valor e o seu significado. Estava a precisar de perceber melhor o que significava para mim este espaço.

Voltei porque achei que este espaço faz todo o sentido para mim. Porque gosto dele, tem tudo a ver comigo. Gosto de escrever e cada vez que abro este blog vejo-me aqui. Gosto de sentir que as pessoas de quem gosto por aqui passam e se sentem bem. Que sabem que estou aqui. É também aqui que me encontro comigo. Não estar aqui ia criar um vazio em mim de que não gosto.

Voltei também porque quero respeitar quem gosta deste espaço e me disse isso. Senti que não podia ser surdo aos argumentos que me apresentaram. Quando criamos um blog temos que saber ouvir quem nos fala dele. Perceber que quando partilhamos o que somos com alguém, mesmo que desconhecido, já não estamos sós. Um blog é isto mesmo, dividir um pouco de nós por quem gosta de nos ler. Escrever o que queremos e deixar que quem quer leia. Respeitar quem me lê, saber ouvir quem me comenta no texto, quem comenta por outros meios e até quem não comenta mas passa porque se sente bem aqui.

Gosto de estar por aqui... porque gosto simplesmente... e gosto de vos ter por cá. Há algo de muito meu que vos entrego a cada palavra que escrevo. Acho que vêm aqui porque gostam, porque é bom estarmos juntos e porque assim, aos poucos, conhecermo-nos mais um bocadinho.


Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Abril 15, 2005

.....

Espero estar de regresso a este espaço um dia destes,
Mas se nao estiver, tudo o que aqui escrevi valeu a pena...


Posted by MasSter4 |




Terça-feira, Abril 12, 2005

Imagina

Imagina que nem fui... e que nem voltei.

Fiquei onde ninguém sabe de mim e por lá me perdi. Numa rua sem norte, numa estrada sem sentido. Onde as direcções não têm destino, o quilómetros não tem números, onde as curvas são intermináveis e os cruzamentos indecisos.

Imagina por um só instante que me chamas-te e eu não ouvi...e segui. Que respirei o vento e senti a solidão que me levou para longe.

Imagina que esperei só, até que o silêncio me empurrasse, triste, para esta estrada. Imagina que esse silêncio, até podia não ser e o sol brilhava da mesma forma, mas com intensidade diferente.

Imagina-me só, parado entre estas duas bermas de feno seco, sem sorrir porque me falha a vontade, sem falar porque nada direi.

Imagina-me a vaguear, como esse bote perdido sem um leme e sem farol.

Se me imaginares assim, desenha o que vês numa qualquer folha sem papel químico. Entrega esse rascunho a um alquimista. Com ele fará o ouro e a terra prometida. Dirá que o vento sopra sempre ligeiro.... e que te trás novas de longe. Falará de mágicas palavras e de ternas lendas do oriente. Viajará contigo num qualquer tapete mágico para te mostrar que o mundo muda de cor todos os dias mais um pouco. Parará no deserto do sol escaldante para que sintas na tua pele o calor de uma mão que é tua... e que seguiu essa estrada.

E de tudo o que vires, sentires e ouvires... faz a minha lenda de ocidente. Envia-a ao mundo e às montanhas de onde eu possa ouvir o teu eco, e saiba... por um só momento para onde vou.


Posted by MasSter4 |




Quinta-feira, Abril 07, 2005

De volta

Espero por ti neste meu canto sem luz. Sinto este espaço vazio. São pouco mais que quatro paredes cobertas deste cimento frio. A penumbra que percorre este chão despe-me de ilusões. Ouço ao fundo a chuva que me arrepia e me traz uma sensação de desconforto.

Do outro lado a porta separa-me do mundo.. e de ti. Percorro na minha cabeça as ruas onde passas. As vielas onde tantas vezes me viste passar por ti. A chuva, o vento quente desta meia estação e a noite escura levam-me a passear nesse teu olha cigano, quase mafioso.

Nesta noite há qualquer coisa de misterioso. Os sons da noite chegam-me num eco surdo, as vozes da rua são roucas e dispersas, os carros passam longe num barulho abafado. Só aqui, em casa, tudo permanece numa quietude monumental, desde que sais-te que assim ficou. Levas-te contigo o brilho, a luz e o meu coração, aos poucos, ficou pequenino.

Agora aqui sentado, vejo passar por mim a tua sombra e imagino a tua voz em cada momento. Procuro mentalmente a tua silhueta nas sombras que a luz da rua faz na parede.

Olho mais uma vez para a porta e tenho a vã sensação de sentir a chave na fechadura. Não é mais do que isso... uma vã sensação. Tento esvaziar a minha cabeça de conceitos e procuro concentrar-me no vazio. Mas as horas não passam. O tempo para mim quase parou. Avança numa vagarosa melancolia que me irrita. Sei que vais voltar... mas leva tempo... o tempo separa-nos.

Sentir-te escorrer das minhas mãos como areia, ver-te partir sem destino é confuso. Como confusa é a razão porque vais, sem olhar para traz.

Eu aqui fico, a espera que o vento mude e que a maré oriente o teu leme de regresso... a casa.


Posted by MasSter4




Quinta-feira, Março 31, 2005

A noite e madrugada..

Sempre disse na brincadeira, naquelas conversas de amigos, que a noite e a madrugada não têm fronteiras. Embora fosse dito na brincadeira, no fundo, essa sempre foi a minha forma de ver a noite.

A noite, mais do que uma consequência do dia, é uma forma de estar.

Acho até que faço parte dos românticos da noite. Daqueles que, quando chegam a casa, durante a noite, param o carro e contemplam o céu. Que vão numa estrada e saem do carro para sentir o frio, a névoa e a húmidade.

Sempre me senti intimo da noite, não por ser escura, por não existir luz ou por ter a lua. Mas por ser confidente, leal, matreira e mágica.

Os humanos transfiguram-se à noite, revelam nas suas sombras sorrisos escondidos. Cria cumplicidades, estreitam laços e aproximam olhares distantes.

Nos espaços públicos há todo um ritual próprio, uma regra de bem parecer. Estar-se bonito na noite tem outro brilho. Tem encanto e charme. É quando os perfumes se confundem com o frio e o nevoeiro. É quando um copo toma diversas perspectivas. Confessa uma mágoa oculta ou abre uma infindável e afável conversas com quem nunca se tinha visto e provavelmente não se volta a ver.

Na noite até as relações tem um conceito próprio.

Mas para os românticos, a noite revela muito mais. Para nós, a noite leva-nos para uma outra dimensão, sentimo-nos confortáveis. É quase uma relação de mutualismo. Ela dá-nos o encanto, nos rendemo-nos a ela e aos seus segredos.

Há uma cumplicidade entre sombras e vozes, entre sons e corpos, entre perfumes e palavras. Há janelas abertas e mãos fechadas. Portas entreabertas e luzes quase apagadas. Há peles que se tocam a temperaturas inimagináveis, há sorrisos, palavras segredadas. Pedras de gelo que caiem em copos, copos que caem de camas, camas e só dormem quando o sol nasce. Há musica que se houve e muita que se imagina... a dois.


Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Março 25, 2005

Saudade

Estou no escritório nesta noite de um Março frio e cinzento. Olho pela janela do escritório e a cidade lá fora dorme em silêncio. Estou naqueles dias em que o cansaço aperta mas o sono tarda em chegar.

Passeio pelo blogs amigos e ao fundo toca o Come away withe me da Norah Jones. Gosto deste Cd. De repente, qualquer coisa me faz lembrar o mar do Alentejo, a areia e a esplanada do café da praia grande de Porto Covo. Recordo o café preguiçoso ao fim da tarde, do mar e do seu brilho quase prata. Fico ali na esplanada a sentir, quase ausente, o regresso de fim de tarde dos veraneantes. Gosto de ficar naquela indiferença curiosa de ouvir os sons das vozes mas não reflectir neles. Ficar só pela sonoridade, pelos traços gerais do discurso mas não deixar que tenham uma cara, um rosto ou um nome. Deixar que a intimidade desse discurso fique como o seu autor. Eu fico com as sensações. Parece-me justo.

Quando está vazia, levanto-me, começo a caminhar na praia e sinto aquela sensação, quase única, de estar em casa. Vejo ao longe os navios a passarem numa calma monarquica para o porto de Sines. Vejo pequenos barcos de pesca a brigarem em cada onda. Já tenho saudades.

Regresso a esta minha viagem pelo amigos.e ao olhar para o livro de Cálculo tento negociar mentalmente uma moratória. Agora o I´ve got to see you again do Cd da Norah acompanha-me. Quer pelo titulo, quer pela letra da musica, soltasse-me um sorriso... triste. É neste sabor amargo, desnecessário, que resta, que vejo que as despedidas não precisam de ser assim e que a saudade é um bem imperdivél. Nada há de rude na saudade. Ela é tão só o selo que certifica a autenticidade do prazer de estar com alguém, pelo simples prazer... de estar. É a ligação estreita entre os sentimentos e as distâncias físicas. Entre o partir sem ter vontade de chegar e o prazer sadio de regressar sem paciência para esperar.

Às vezes a saudade surpreende, espera por nós numa rua sozinha, encontra-nos num vão de escada, ou passa por nós um passeio cheio de gente agitada. Quando nos encontra, sorri, e com aquela forma fácil de ser acorda-nos e diz.. “Lembras-te...” de um qualquer sitio, um som, um sorriso, um olhar, uma palavra ou um momento. Aí, no preciso momento que a fazia todo o sentido que a nossa memória nos traísse, ela absorve-nos os sentidos, sensações e sentimentos e faz-nos regressar a um agradável excesso de pormenores que nos corrói.

É neste prazer quase indomável em que a saudade nos envolve que vejo o sentido lógico deste sentimento. É um património nosso, pessoal e soberano.



Posted by MasSter4 |




Segunda-feira, Março 21, 2005

Fora de mim..

Hoje, não queria falar de mim por dentro. Já devem estar maçados de me ouvir falar de dentro para fora e das minhas intermináveis introspecções.

Gostava de falar do que me rodeia. Já há um tempo que tinha esta vontade. Só ainda não tinha descoberto a forma. Andava a matutar um bocado nisto, mas há coisas para as quais não vale a pena matutar demasiado. Porque falar do que no rodeia é simples, então... deve ser feito assim mesmo, de forma simples e genuína.

Por isso, hoje gostava de vos falar de moedas. Não com uma intenção pedagógica ou filantrópica, deixo isso para alguém com mais preparação e conhecimento que eu. Mas porque as moedas fazem parte do mundo que me rodeia. Desde pequeno que tenho uma relação muito especial com essa forma de metal. Quase que por puro acaso desse meu gosto fui ter ao coleccionismo de moedas. Para mim há pelo menos duas formas de se coleccionar moedas. Uma é a economicista. Pautada pela incansável procura da terra prometida e pela insónia causada por alguma desvalorização do mercado. Outra é a apaixonada. Essa é sem duvida a minha forma de estar e nas moedas não conseguia que fosse de outra forma. Colecciono por simples paixão.

Acima de tudo, a concepção de uma moeda é um acto cultural e de precisão. Tal como um joalheiro, ou como um relógio de precisão, tudo numa moeda é pensado e fala por si. Tem uma linguagem própria


Porque é que um pedaço de metal tão vulgar me despertou tanto interesse desde pequenino não sei. Não é de certo vontade de ser um Tio Patinhas. Mas uma moeda “fala” por si, pelo seu país, pela sua história, pelas suas gentes, pela sua cultura, pelos seus valores fundamentais. Fala-nos da condição económica de uma época, nas mudanças de valores, da desvalorização dos metais, das mudanças tecnológicas. Mas há algo de misterioso em cada moeda. É aí que reside parte da minha paixão por elas. Às vezes quando percorro a minha colecção dou por mim a imaginar a história individual de cada moeda. Todas têm uma história de vida, tiveram uma participação activa na vida dos seres humanos que as transaccionaram, fizeram aparecer sorrisos, pagaram tristezas, afogaram mágoas num qualquer bar, pagaram viagens para momentos únicos, ajudaram a atingir objectivos, andaram perdidas e foram encontradas por numa qualquer circunstancia e tudo isso debaixo de um leal silêncio pelo seu passado. A única forma de conseguirmos alguma confissão é quando as olhamos e vimos marcada na sua face as rugas provocadas pela sua história. É por isso que tenho uma dificuldade imensa em me desfazer de uma moeda que tenha adquirido para a colecção. Mesmo que a tenha repetida nem sempre é fácil deixa-la ir. Quando isso acontece é por que me convenço, sem convicção, que é essa a função dela, que vai continuar a cumprir o seu papel na história e que a sua partida permite a chegada de uma outra, que não a substitui, mas que me vai contar também a sua história.


Posted by MasSter4 |




Tempo..

É, eu sei... é verdade, ando há uns dias afastado deste meu cantinho. No foi esquecimento, nem preguiça. Foi mesmo falta de tempo. Trabalhar e estudar tem disto. Ando numa fase particularmente ocupada do meu trabalho e do meu estudo. Bem sei que não é desculpa, mas é mesmo assim. Já me doía o coração ver o meu espaço ao abandono. Embora não tenha estado parado porque os drafts vão se acumulando no blogger, não tenho postado nada.

Apesar de parecer que estive ausente, fui acompanhando dentro do possível as novidades blogueiras deste virtual Word por onde no comunicamos. Acho que já não consigo passar sem este pequeno prazer. Cada vez admiro mais esta forma eficaz de esbater distâncias e de poder ficar mais próximo sem que possa estar mesmo ao lado.

Isto dos Blogs acaba por ser enigmático. Num mundo de gente que passa diariamente pela vida e pelos outros, a olhar sem ver, indiferentes a sentimentos, anseios e vontades, os blogs permitem-nos conhecer um pouco mais de alguém, mesmo que muitas vezes sem cara, sem ter que interferir demasiado. É bom visitar alguém, sempre que podemos, sem lhes tirar o tempo para o jantar, para ler, para a família, para a vida deles. Passar e dizer um “olá”, ou simplesmente passarmos sem o “olá” mas com a intenção de olhar um bocadinho para alguém. Eu sei que isto não deve ser a regra e é nossa responsabilidade fazê-lo diariamente também com os que estão perto de nós. Mas para os que estão longe é bom ter esta possibilidade.


Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Março 11, 2005

Emoções que fazem sentido


Hoje “convidei” a Diane Schuur, the “fist lady of jazz” (Leonard Faher), a cantar-me o album Deedles nesta minha manhã de Março por casa. Foi-me dado por um apaixonado pela voz dela. Neste momento partilho essa paixão. O jazz tem disto! Este album foi o primeiro trabalho mediático de Diane Schuur. Muitos outros se seguiram. O Deedles (1984), não sei se é por ser o primeiro, é uma daquelas raridades em que tropeçamos e que nunca mais abandonamos. Pode estar conosco sempre, não interessa a hora, não interessa o sítio, nem a cor do dia.

É espetacular, fechar o olhos e imaginar que estamos, num qualquer sítio sem nome e sem destino, e sentir esta voz a entrar-nos na pele em sintonia com todos os nossos sentidos. Esta voz, que se confunde com as negras e espetaculares vozes soul, é unica. Há um equilibrio humano constante em cada palavra cantada. Há uma forma simples de nos dizer..” o jazz é isto! simples, profundo, bonito, genúino. Gosta, se te sentires apaixonado por ele.” ..e assim percorre o teu corpo, convence-te a sentir emoções, ritmos, sensações.

Não me ocorre um só momento em que não se possa ouvir esta voz e este album. Não há uma música perferida, um tom, uma frase, nada!

Lembro-me de estar, ao cair de um dia já fresco, de um Agosto já frio, sentado num banco de pedra junto a praia. Ter o João litralmente recostado no meu colo a ver os barcos “gandes” a passarem ao largo. Ver o sol descer lentamente na sua habitual tarefa de fim de dia. Olhar o mar... e sentir o momento único de ouvir a musicalidade este album, a voz linda do João e o murmurar do mar ao fundo... inesquécivél!




Posted by MasSter4 |




Sábado, Março 05, 2005

...caminhos



Deixo aqui um texto que li e que releio frequentemente.

"O que mais deixei para trás, em cada viagem que fiz, foram os amigos que não voltei a ver. Amigos verdadeiros, instantâneos, instintivos, amigos do peito, para toda a vida. Cá dentro, sou português macambúzio, fechado sobre mim mesmo, frequentemente de mal com Protugal e com os portugueses. Lá fora, sobretudo viajo sozinho, sou um homem novo, sem destino, sem passado nem futuro: apenas o tempo que passo. E assim, porque sou verdadeiramente livre e desconhecido, acontece-me frequentemente tornar-me íntimo amigo de pessoas que acabei de conhecer há meia dúzia de horas. Tudo é genúino e generoso nesses encontros e, quanto maiores são as diferenças, mais evidente se torna o essencial entre as pessoas. Não esperamos nada uns dos outros, apenas o privilégio de viajar juntos, beber uma cerveja juntos, ficar à conversa por uma noite adiante.
Disse-me uma vez, numa dessas constrangentes despedidas, um amigo sarahui: "Os que não morrem, encontram-se." Mas aprendi que não era verdade, infelizmente. Quando muito, poderia talvez acreditar que os que se encontram nunca mais morrem na nossa memória. Mesmo que apareçam tão-somemente assim, esporadicamente, do fundo de uma gaveta, onde vive, a luz dos dias felizes."

Este texto pertence a Miguel Sousa Tavares e está numa das contra-capas do seu livro SUL. É uma livro que eu adoro, não só pela riqueza do que tem escrito, nisso é excelente, mas também porque me foi oferecido por 4 pessoas que eu adoro, simplesmente. Guardo-o religiosamente.

De facto, as pessoas podem passar na nossa vida. Podem seguir outros rumos. Podem até não voltar a estar conosco. Mas o facto de a vida delas ter sido, em determinado momento, uma tangente à nossa vida e à medida que o tempo passa, traz-nos a consciência que, apesar de tudo, a presença deles é defenitiva na nossa vida. Nem que isso, queira dizer sentarmo-nos numa qualquer esplanada, numa dia qualquer e por uma razão qualquer, saltar-nos à memória, não uma frase batida como canta Sérgio Godinho, mas o nome, a face ou o sorriso de alguém que está nas nossas vidas e muitas vezes privada de estar ao nosso lado.


Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Março 04, 2005

Sem Desconto Versão 2.1

O prometido é, de facto, devido.

E o sem desconto "lavou a cara" para reabrir aos amigos, não com nova gerência, mas com algumas mudanças na estrutura de programação.

Espero que gostem e que contiuem a passar por cá.


Posted by MasSter4 |




Donos do mundo

Há momentos em que o mundo tem dono, em que os sonhos tem vida, em que o sorriso tem cor... e tudo, mas tudo mesmo está nas mãos de uma criança. Posted by Hello



Posted by MasSter4 |




Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005

...

Às vezes é no meio da escuridão que sentimos paz.

É no meio do vento que sentimos segurança.

É nas lagrimas que sentimos que vivemos.
... e no meio do caminho que sentimos que não estavamos parados.

A ser errantes encontramos o caminho.

No que sentimos aprendemos a amar quem nos ama
...e a dar valor a quem, com um sorriso, nos espera.

Costumo dizer que o mundo todos os dias dá uma volta,
mas há dias, que, como hoje, vemos essa "volta" com outros olhos

O caminho é essa estrada aí... que eu não via.

É irónico como depois de vermos o caminho nos questionamos...
"Porque não vi antes? Se estava aqui perto de mim!!..."



Posted by MasSter4 |




Segunda-feira, Janeiro 24, 2005

Quando os amigos nos fazem lembrar de nós..

Já há muito tempo que não escrevia nada neste meu espaço. Não me atrevo a usar a desculpa da falta de tempo porque já está gasta. Quase sempre isto acontecesse porque nos distraímos de nós mesmos. Prefiro dizer assim.

Mas já é bem altura de me desinstalar e escrever qualquer coisa. Ás vezes tem que ser os outros a lembrar-nos disso.

Foi o que aconteceu. Ontem tive a excelente noticia que há mais um blog na net. Nada de anormal existe nisto porque blogs aparecem como cogumelos em tempo húmido.
Mas este... é o blog da Magana. E isto, faz toda a diferença! Porque a Magana... é a Magana!! Gosta-se dela assim mesmo, como ela é. E é uma excelente pessoa.
Bom. é melhor parar com os elogios senão ela ainda se chateia comigo e nunca mais vejo a miga que me prometeu vaí para uns 40 anos...ou mais!!

Voltando ao que importa, foi a Magana que, com o seu new blog em folha, me relembrou que a minha preguiça já ia longa demais.
Cá estou de volta a lides blogueiras até me distrair outra vez.

Parabéns Magana... Desejo que continues a mostrar no teu blog a excelente pessoa que nos mostras todos os dias...e obrigado por me relembrares do meu.


Posted by MasSter4 |




Quinta-feira, Setembro 02, 2004

...Sons ao vento

É triste quando ruge o vento irado..

Ver dos astros sumir-se a luz formosa..

E do arbusto que ostenta a linda rosa,

Ver o tronco mimoso ao chão curvado,

É triste ver o mar que sossegado tentava luzir em face lustrosa

Erguer-se à praia em vaga furiosa... o barquinho arrojar despedaçado..

É triste...a escuridão com os seus horrores..

Quando à furtiva luz sombras errantes..negros fantasmas são aterradores..


Alvaro MAnuel Machado


Posted by MasSter4 |




Quinta-feira, Agosto 26, 2004

Porto Covo

Porto Covo, Praia Grande
02 de Agosto de 2004
5h 40m



Há sempre algo de inesperado quando se vê nascer o dia. Independentemente do sitio. A madrugada e a aurora tem disto.

É como se houvesse uma preocupação na natureza de, em cada momento, tudo ser diferente.

Na humidade da noite os aromas são intensos, ácidos e únicos.

E nesta costa, especialmente aqui, estes momentos são sem dúvida originais. Saboreiam-se a cada segundo na rara esperança que não acabem. Mas se não acabassem, não eram como são, simplesmente únicos.

A humidade do mar humedece o papel em que escrevo. Até isso tem um sabor especial... e nesta praia quase tudo é especial.

Hoje nada me sai e nada do que escrevo me soa bem.

Provavelmente a intensidade com que vivo estes momentos absorve-me e perco a concentração. Fico nesta plateia de pedra a olhar, na esperança de nada perder nesta orquestra de sensações e imagens que me alimentam os sentidos.

Há qualquer coisa de especial nesta Praia Grande de Porto Covo. Isto dito por mim é suspeito. Porque para mim cada pedaço da costa portuguesa é sempre bonito. Mas há um role restrito de praias que me fascinam e esta praia definitivamente pertence-lhe. Parece tosco quando escrito assim, mas até o cheiro a terra húmida desta falésia lhe dá uma personalidade própria e uma identidade singular.

Ver nascer aqui o dia não é só um momento, é um privilégio único.

Ao fundo, no oceano vejo dois pequenos barcos de pesca na faina. Por breves instantes invejo-lhes a sorte de terem este mar sobre eles sempre. Apesar da rotina ser perversa nestes prazeres e acabar sempre por diluir os seus efeitos.

A esta hora o sol nasce sobre a "Serra do Cercal" com a sua habitual imponência. Parece servir-se disso com algum sarcasmo para enfeitar a sua aparição diária. Como se disso dependesse o seu momento de glória sem o qual o resto do dia não seria o mesmo. Também se não fosse neste momento que ele tivesse esta imponência, qual seria? ..se até o pôr-do-sol é calmo, sereno, quase inerte.

Agora com os primeiros raios de sol, as rochas da falésia ganham tons quentes e inconfundíveis.

Na praia algumas gaivotas circulam errantes na areia molhada. Outras, paradas de frente para o mar numa quietude monumental, olham as ondas. Como se a expectativa de quem espera algo especial se misturasse com a adrenalina da admiração e respeito pelo mar. Existe nesta atitude alguma coisa de solene, quase majestoso.

Há um limite ao meio da praia que define até onde o mar tocou a areia durante a noite.

Há pequenos filamentos na areia que marcam onde, por fim, descansou cada onda.

Aí a perfeição da superfície da praia contrasta com o resto da praia onde o espezinhar quotidiano do movimento balnear diário se encarregou de disformar a areia.

Os medes verdes na falésia deixam-se ficar a ver o dia nascer. As andorinhas voam até perto de mim. Uma pousa a escassa distância e contempla-me simplesmente, com uma soberana curiosidade.

A ondulação tem pouco mais de um metro e meio com ondas bem definidas. Quase sincronizadas. Entre as ondas a superfície do mar fica límpida e plana.... um espelho. Consigo ver as próprias ondas a brilhar com os primeiros raios de sol e espelharem no mar antes de rebentarem.

É contraditório perceber que, enquanto vai à cena um espectáculo destes, toda a gente dorme. É perverso.
Daqui a pouco, quando tudo isto sair de cena, chegam em catadupas para encontrar o bronze perdido.
Começo a sentir o conforto do calor do sol que contrasta com a frio desta pedra onde me sento.

Já não estou sozinho. Na praia alguém percebeu que a temperatura fria da água do mar permanece inalterada... e quanto é bom saborear tudo isto durante este espectáculo.

Um corvo marinho posou nas rochas e começou a sinalizar a sua presença com sons constantes. Faz-me lembrar o farol que, com a sua cadência própria, me fez companhia desde que cheguei.

Aos poucos e à medida que o mundo regressa ao seu reboliço natural, vejo mais uma espectáculo único sair de cena. Também aos poucos regresso à rotina e a alguns prazeres simples. Já me lembra o café da manhã.


Posted by MasSter4 |




Quarta-feira, Junho 30, 2004

Baleal



Posted by MasSter4 |




Mas é irresistivél!

Ao percorrer esta praia, sinto a areia a ceder a cada passo meu...o cheiro a mar e, ao fundo, o barulho das ondas.

Deixo perder o olhar naquela imensidão. Sinto-me pequeno, mas algo no meio de tudo isto me inspira uma paz, quase solene.

De repente sinto-me em casa, no meu canto.É engraçado como até o desconforto é bom quando nos sentimos em casa.

Sento-me nesta pedaço de areia fria, simplesmente á espera. À espera que a vida passe... ou que este momento dure eternamente. É nesta alturas que gostava de ter o soberano poder do tempo. De o parar para mim... sem que parasse para o mundo. Poder reparar em cada pormenor, no mesmo segundo. Contar numa qualquer folha de papel tudo o que vi... e tudo o que eu não vi mas que sinto que está lá.

Passos as mãos pelas areia. È inevitável.

Deixo-me cair para trás. São raros os momentos em que, como agora, sinto um equilíbrio quase musical nos meus sentidos. Uma perfeita equalização que produz isto. Produz sentimento.

Abandono-me a um monte de pensamentos, sem querer...mas é irresistivél!


Posted by MasSter4 |




Domingo, Junho 20, 2004

Que Deus me perdoe....

Que Deus me perdoe... e que nos céus se abra o paraíso para o calvário dos homens!

Passo por ti ...sinto o teu perfume e o calor da tua pele...o teu olhar... e o teu sorriso.
Surge um arrepio malicioso e um prazer quase cigano de te tocar.
De repente, procuro uma boa razão para não o fazer…mas não encontro.
Ocorre-me a ideia, evidente, que estou condenado a fazê-lo…ou será uma boa desculpa.
Nisto vejo que há um Quê selvagem no teu jeito...um calor africano a correr-te nas veias.
Naquele teu jeito genuíno, percebes a tempestade de tentações que me alucina e com aquela capacidade, quase única que tens, finges que nada se passa.
Nesse momento, sabes, com sempre soubes-te, que estou rendido…. E tu também estás!
Sinto-o, é inevitável. e apaixonante saber que assim é.
São escassos segundo, mas suficientes para transcender toda a capacidade de se ser racional.
Onde tudo fica posto em causa.
Onde a causa é só uma.
Onde o prazer é rei.
Onde o limiar entre o homem e o escravo do prazer, é inútil e desaparece.
Onde cada momento… cada sorriso… cada palavra… cada som, pertencem a um dialecto nativo, de origem milenar, comum a toda a humanidade.
Naquele momento só dois o entendem… e é suficiente.
Como um escultor que esculpe a escopro e martelo um peça e que transfigura um bocado de rocha numa obra de arte, a busca da perfeição leva-me a percorrer e a sentir as curvas do teu corpo e nelas descobrir recantos de sublime prazer. Tu, rendida entre prazeres confusos, entregas-te sem reservas. Tocas-me e deixas escorregar as maos no corpo e moldas os meus prazeres com as mãos com que o oleiro molda a peça.
Por momentos, entre sons estranhos e deliciosos, vejo-te sorrir e por fim, descansar.
Dou por mim a pensar, que a palavra sexo, contigo, fica vazia... é pequena demais. A palavra amor é curta. Em cada momento tudo entre nós é reinventado, tudo cresce e excede os limites e nunca...nada.....fica como era!


Posted by MasSter4




Quarta-feira, Junho 16, 2004

A dias assim.... Parte II

Hoje acordei com a sensação que, na vida, ainda tenho tudo por fazer. É daquelas sensações que, de tão estranhas, nos deixam angustiados. Principalmente porque tem a capacidade de nos deixar com a vertigem, quase alucinada, de que nos falta o tempo. Que já temos pouco tempo... e tanto por fazer!

É esta neblina que nos envolve e que quase sempre nos faz sentir que a vida só tem sentido quando dela fazemos a razão da nossa existência. E é engraçada a necessidade, quase existencial, de que isso aconteça.

Quase sempre, estas sensações, são uma boa razão para tirar da gaveta alguns projectos empoeirados e fazer deles o que o nosso engenho e arte pode fazer. Assim foi. Lá fui eu ao "baú dos esquecidos". Tirei algumas ideias de lá, como quem tira alguns coelhos da cartola. Achei piada a uma delas. Escrever um livro com alguns contos, crónicas e passagens da minha infância e da minha vida. Aliás, faça-se a bem merecida justiça de dizer que esta ideia não é original, nem foi da minha bela imaginação que saiu. Fui um ideia muito bonita, que me foi dada por uma pessoa que, para além de ser ainda mais bonita que a ideia que me deu, é um ser humano de inegável qualidade. Deu-me esta ideia quando um dia ouvia uma das minhas passagens por este planeta. Com o seu jeito único e com a convicção que põe em cada milímetro da sua vida, ...e que lhe é tão genuína, ...convenceu-me, como sempre, a pensar no assunto. Agora decidi, deixar de pensar e começar a escrever. ...Vamos ver o que sai daqui!


Posted by MasSter4 |




Segunda-feira, Junho 14, 2004

Textos do Baú

No ano passado recebi este texto por mail. Na altura fez-me pensar e acabei por escrever sobre ele. Guardei o ficheiro numa daquelas pastas que está mesmo a distância de um clic, mas que nunca mais se encontra. Hoje "tropecei" nele. E voltou à luz do dia.

Não sei quem o escreveu, sei que é interessante.

"Dedicatória aos veteranos desta guerra!!!!

Olhando para trás, é difícil acreditar que estejamos vivos.

Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air bag.
Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em frascos de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete, sem contar que pedíamos boleia.

Bebíamos água directamente da mangueira e não da garrafa.

Gastámos horas a construir os nossos carrinhos de rolamentos para descer ladeira abaixo, só então descobríamos que nos tínhamos esquecido dos travões e depois de colidir com algumas árvores, aprendemos a resolver o problema. Saíamos de casa de manhã, brincávamos o dia inteiro, e só voltávamos quando se acendiam as luzes da rua. Ninguém nos podia localizar.

Não havia telemóveis. Nós partimos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar, só a nós próprios. Tivemos brigas e esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar isto. Comemos doces e bebemos refrigerantes mas não éramos obesos.

Estávamos sempre ao ar livre, a correr e a brincar.

Compartilhamos garrafas de refrigerante e ninguém morreu por causa disso. Não tivemos Playstations, Nintendo 64, vídeo games, 99 canais a cabo, filmes em vídeo, surround sound, telemóveis, computadores ou Internet. Nós tivemos amigos. Nós saíamos e íamos ter com eles. Íamos de bicicleta ou a pé até casa deles e batíamos à porta. Imaginem tal uma coisa! Sem pedir autorização aos pais, por nós mesmos!

Lá fora, no mundo cruel!

Sem nenhum responsável!

Como conseguimos fazer isto?

Fizemos jogos com bastões e bolas de ténis e comemos minhocas e, embora nos tenham dito que aconteceria, nunca nos caíram os olhos ou as minhocas ficaram vivas na nossa barriga para sempre.

Nos jogos da escola, nem toda a gente fazia parte da equipa.

Os que não fizeram, tiveram que aprender a lidar com a decepção... Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros. Eles repetiam o ano! Que horror! Não inventavam testes extras. Éramos responsáveis por nossas acções e arcávamos com as consequências. Não havia ninguém que pudesse resolver isso.

A ideia de um pai a protegernos se desrespeitássemos alguma lei, era inadmissível! Eles protegiam as leis!

Imaginem!

A nossa geração produziu alguns dos melhores compradores de risco, criadores de soluções e inventores.

Os últimos 50 anos foram uma explosão de inovações e novas ideias. Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade,... e aprendemos a lidar com isso.

Tu és um deles.

Parabéns!

Passem isto para outros que tiveram a sorte de crescer como crianças, antes dos advogados e dos governos regularem as nossas vidas, para nosso próprio bem. "



Quando li este texto e recordei, por escassos segundos, que a minha infância foi assim... e que a isso somei uma serra de ar puro com passeios intermináveis pelo monte até ao anoitecer, ou mesmo o habitual negocio de verão em que íamos pelas serras com carros de mão a apanhar pinhas para depois vender (... e se vem o fogo, .... ou o lobo!!!) com quedas, esmurrões e roupa rasgada....sim!.. porque se subiam os eucaliptos novos até eles vergarem e nos deixarem de novo no chão.

Um rio de água limpa onde se pescava truta durante as cheias com paus de mimosa a servir de cana, .... onde aprendi a nadar à força depois de cair na numa cheia durante a pescaria.... e se tomava uns belos banhos no verão.

Amigos que ficaram para o resto da vida, com quem se faziam os belos petiscos com o que resultava dos “desvios” feitos aos fumeiros e às salgadeiras das nossas mães e avós....e onde existia a cumplicidade, que guardo até hoje, do meu pai e do meu avó nestas “brincadeiras”.

Os jogos de policias e ladrões, (as pistolas eram o primeiro pauzito que se encontrava), as explorações de minas de água na serra com alguns sustos.... sim! sim! de baixo do chão!

As tardes a dormir nas medas de centeio depois de grandes aventuras, ou a assar massarocas de milho que se colheram no primeiro lameiro que se encontrou.

A companhia que fazia ao meu avó durante os seus passeios pelas terras da família quando ele ia ver os trabalhos agrícolas das gentes que a casa tazia por lá “ou dia fora”... e as conversas que tivemos.
As reuniões de toda a família (toda mesmo, porque éramos quase 70) para matança do porco, para a Páscoa e Natal...
Os bandos de miúdos que corriam os lameiros, serras, vales... o rio!! e andavam sozinhos naquela aldeia durante as férias do verão.

Os acampamentos de escoteiros....que acampamentos espetaculares!!! Onde 4 ou 6 miúdos saíam de casa para acampar nas serras das redondezas durante uma semana ou um fim de semana. A tenda era dois panos em pirâmide que ficavam abertos sem porta ou mesmo um para-quedas obtido no material abtido ao seviço na BA3 e que era “recuperado” para a função de tenda. O material de campismo reduzia-se a: um cantil e uma marmita , um cobertor, uma faca de mato, alguns cordéis, uma bussula, uma carta militar da zona, conservas e pouco mais...todo o resto era construído com a imaginação e a destreza de todos...a luz era a das fogueiras que se faziam, a roupa era a que se trazia vestida e que era lavada num qualquer riacho.

Quem teve uma infância assim, não se pode queixar....não e´!?

Tenho algumas muitas dúvidas que o que condiciona a infância dos nossos filhos sejam as leis, os legisladores e governantes. Acho isto um desculpa de mau pagador, daquelas que se dão como o a de não ter tempo para....., gostava sem dúvida que o meu filho tivesse muito menos brinquedos comprados do que os tem, que não tivesse que estar fechado 8 ou 9 horas por dia num infantário, que tivesse mais tempo com os pais e que tivesse muito mais margem para explorar e construir no mundo que o rodeia, com tudo o que isso lhe poderia trazer de bom e de mau e que vivendo numa cidade se torna difícil. Por isso, tento aproveitar todas as oportunidades que tenho para lhe proporcionar essas vivências. Para lhe dar margem para sonhar, construir e pensar. Para correr riscos e ter desilusões. Ter medos e inseguranças... para os ultrapassar e construir coragem e auto-confiança. No fundo, para ser criança onde poder ser criança.


Posted by MasSter4 |




Terça-feira, Junho 08, 2004

Pois é...

O tempo é muito lento para os que esperam,
muito rápido para os que tem medo,
muito longo para os que lamentam,
muito curto para os que festejam.
Mas, para os que amam,
o tempo é uma eternidade...


(William Shakespeare)


Posted by MasSter4 |




Sexta-feira, Maio 28, 2004

É assim...

Há momentos em que silêncio ensurdece.
...outros há em que a alma desaparece.

Sem sentir por onde vou..
Sem saber onde quero ir
...é nesta encruzilhada esquisita que eu estou,
e talvez daqui nem queira sair.

Nesse caminho ao sol trilhado
Com com a tua estrela por companhia
Vejo o sonho cercado
Na angustia do dia a dia

Há momentos em que silêncio ensurdece,
Muito mais do que a alma merece.


Posted by MasSter4 |




Quarta-feira, Maio 26, 2004

Sem desconto e sem back space.....

Nos dias em que corre a nossa mundanidade, falar sem back space, mais do que um exercicio de linguagem e liberdade, é uma manobra de alto risco. Que, como tudo que envolve adrenalina...dá um prazer danado!


Posted by MasSter4 |




^